Vamos Resistir

Diante de tudo que aí está e ainda poderá nos acontecer por conseqüência da grave crise causada pelo COVID 19, a postura a ser assumida, com segurança, é a observação e prevenção de danos maiores. Existe muito oportunismo cruel e insensível a nós brasileiros.

Danos já existem e atinge, em diferentes proporções a todos. Não adianta desesperar e nem bancar a manada inconsciente que cai no vazio do abismo por pânico coletivo. Em momentos assim há a possibilidade de excessos, histeria dirigida e usada para fins de obtenção de objetivos torpes.

Essa é a verdade! Tem muita gente torcendo, na base do “quanto pior, melhor!”

Com clareza, temos um governo aparentemente em desespero, mas, de forma serena podemos perceber que existe uma eficiente coordenação por parte de alguns ministérios, com destaque para Saúde, Economia (incluindo ações positivas do Banco Central), Defesa, Interior, Ciência e Tecnologia e outros. Nem sempre estas ações conjugadas e integradas, para auto apoio, aparecem midiaticamente, mas existem; e são (dentro das expectativas), e estão atuando positivamente, mas ainda podem melhorar. O fato do presidente se contrapor publicamente a ações e protocolos determinados por autoridades sanitárias mundiais, não significa que os demais movimentos dos ministérios sigam esta postura. É preciso compreender que Bolsonaro tenta salvar a própria pele política, seguindo orientações para mostrar-se sistematicamente a favor da economia, pois se o tamanho do problema econômico for maior do que se prevê ele terá construído uma desculpa para si de que não foi ouvido e ainda criticado, mas que ele estava certo. E com isso, se credenciar para outros embates, como o pragmático Salvador da Nação. No fundo é só retórica defensiva, visto que cada passo que dá é confrontado por inúmeras forças de inimigos reais. Bolsonaro não tem nada de tonto. Ele trabalha dentro da estratégia de confundir, até os inimigos, fazendo malabarismos incomuns. Mas, sabe cuidar muito bem de si e da sua sobrevivência como presidente. Que ninguém se engane. Pode até cair, mas vai dar trabalho.

Não há motivos para nos concentrarmos nessas atuações pirotécnicas do presidente. Precisamos mais de bombeiros do que incêndios intelectuais coordenados. Não há motivos para complicarmos mais do já está. Certamente, esta pandemia vai provocar mudanças de comportamento, fazer repensar comportamentos, inclusive dos gananciosos e insensíveis banqueiros; pois ficou claro que o vírus não tem fronteiras, inclusive sociais e políticas. O presidente do conselho administrativo do Banco Santander em Portugal, António Vieira Monteiro, morreu de coronavírus no último dia 18, sendo a segunda vítima da CONVID19 em Portugal. O primeiro ministro Boris Johnson, do poderoso Reino Unido (Inglaterra e outros), além do príncipe Charles, estão contaminados pelo vírus, e sabe-se o poderá acontecer.

Estamos na situação de “se ficar o bicho pega, se correr o bicho come”. Primeiro precisamos preservar a vida, especialmente dos nossos idosos e outros com fragilidades pelas comorbidades. A economia, tanto quanto, é importante, pois se os governos não atuarem com eficiência poderemos ter outra epidemia com mortes por fome, violência urbana e quebradeira geral. É um estado de guerra e não dá para subestimar.

Aguentaremos bem o confinamento até o meado de abril. Se persistir o crescimento da COVID 19, teremos que começara a criar uma economia e produção em bases virtuais, com novos métodos de ação e fé. Só não podemos é esmorecer. O nosso trem povo há de seguir, sem sair dos trilhos e vamos salvar tanto quanto pudermos.

Rua Cônsul Francisco Cruz, 3 - Centro - Niterói/RJ

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