Um Embuste Aos Nossos Olhos

Depois da infeliz vivência do período Lulista - PT, onde o embuste, a enganação, falta de ética e oportunismos tornaram-se usuais e acolhidos por pessoas cultas, professores universitários e cientistas, implantou-se a prática desta engodo recorrente. Diante desses exemplos putrefatos, vejo em Niterói, com muita tristeza que alguns vigaristas se acercam de pessoas de bem, muitos deles intelectuais, e numa espécie de sedução mórbida vão se infiltrando com os seus embustes e falsidades. O que me causa espanto é que estas pessoas do bem, são dotadas de discernimento e poderiam, ao menos, interrogar-se sobre o comportamento e atuação destes picaretas, mas, elas levadas pela boa fé, capitulam. Niterói tem uma tradição onde seus ilustres membros, foram enganados por personagens burlescos. Teríamos que nos indagar por qual razão torna-se tão fácil a trajetória desses escroques. Quem compra um “bilhete premiado”, barato, age por oportunismo e má fé, e é lesado por ganância. Por tanto, é cúmplice da tramóia.

Fico pensando, como sem nenhuma credencial autêntica, pessoas possam tomar emprestado o plenário da Câmara de Vereadores para distribuir comendas e certificados de instituição desprovida de origem que a qualifique e tenha meios de qualificar-se para tão elevada cerimônia.

Anos atrás, numa reunião do Conselho da Região Oceânica – CECRON, denunciei publicamente uma “Associação de Moradores” que tinha voto e veto igual às demais constituídas, por ela ser um embuste. Era formada por duas pessoas, marido e mulher. Uma associação de moradores é a reunião de pessoas distintas, ainda que em pequeno número. Mas, um casal intitular-se e desfrutar das vantagens de ser uma associação de moradores, é demais!

É o mesmo que estas farsas de príncipes e princesas, com capas, cetro e espadim. Isso é baile de carnaval de picaretas se auto intitulando, se promovendo, por alucinações ou intenção de benefícios outros. Como uma pessoa, por apenas ter delírios de grandeza, intitula-se bispo da Igreja tal, e sai por aí “fazendo milagres”? Outro “funda” a seu prazer e loucura uma instituição acadêmica, manda fazer uma mal cortada réplica de um fardão da Academia Brasileira de Letras, se auto condecora de bijuterias e vidrilhos, e saí por aí distribuindo, títulos e comendas. E o que é pior, tem gente que aceita esta farsa, como num bolero de dois pra lá, dois pra cá. Como alguém se intitula “presidente nacional” (que pressupõe representações em vários Estados) se a “Academia” só tem como sede a sua própria casa? E sabe-se lá em que cidade. Será que a “instituição” tem ao menos um registro num cartório? Um CNPJ? Fica clara a sua intenção de iludir, seja por megalomania e delírio, oportunismo auto afirmativo e anormal, ou picaretagem mesmo...

Vejo com muita tristeza e constrangimento pessoas de real valor aceitando homenagens e títulos sem nenhum lastro ou valor. Que pena...

Rua Cônsul Francisco Cruz, 3 - Centro - Niterói/RJ

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