Um Dia Após o Outro...

Leitores desta modesta coluna gostaram do rótulo que apliquei aos candidatos e políticos atuais, quando chamei de “netos do Geppetto”, avó do Pinóquio, claro. Isso demonstra que muitos eleitores estão efetivamente conscientes das suas responsabilidades quando o assunto é voto, eleição democrática e escolha do melhor político. Pena que seja uma minoria que se dispõe a não aceitar joguetes “pilantrópicos”, promessas que nem os deuses seriam capazes de executar e aqueles velhos papos para enganar o povo, como vereadores que querem decidir sobre assuntos de competência do Congresso e ainda tem alguns que desejam modificar a Constituição quando entrarem na Câmara de Vereadores de nossa cidade... É muita ignorância misturada à ganância generalizada. Um horror!

Quando soube que na Suécia políticos não recebem um único centavo, quase chorei de tristeza. Que pena o Brasil não ser parecido com esses exemplos tão nobres dos abnegados senhores políticos suecos. Mas, poderemos mudar e mudaremos e isto irá ocorrer ao longo das próximas décadas. Talvez não esteja vivo para assistir a essa brilhante e feliz mudança. Mas os meus netos, que minha filha que tem hoje 12 anos, irá me dar um dia, irão votar com muita consciência e sobriedade em políticos infinitamente melhores dos atuais netos do Geppetto. Os “Pinóquios” atuais terão seu fim sendo consumidos pelos cupins da verdade e honradez. Hoje, escrevo com a certeza da condenação do João Paulo Cunha, mais um Pinóquio que, com suas mentiras e a extinta certeza da impunidade, fazia e desfazia. Lula o classificou com um dos seus “aloprados”, um jogo de palavras para chamar de mini-criminoso, por ter “roubado só um pouquinho”. Este senhor, dizem, juntou fortuna. Foi presidente da Câmara dos Deputados e hoje, mesmo com o Ministro do Supremo Toffoli, escolhido por Lula, que votou pela absolvição do ex-político, está sendo condenado. É a prova de que, o Ministro Toffoli do STF não foi uma escolha muito eloquente, pois está preso aos atuais ideais petistas e foi incapaz de demonstrar independência. Uma pena. Portanto, a impunidade dos Pinóquios foi para o brejo e o estresse toma conta dos corredores do Congresso e Senado. Há um pavor quase que generalizado. Todos estão na alça da mira do Judiciário e, quem tem problemas como o enriquecimento ilícito, já não dorme mais em paz.

Como já escrevi aqui, as investigações um dia irão baixar pelas prefeituras, Câmaras de Vereadores, Assembléias e governos estaduais. A fila dos aflitos irá aumentar, os anos irão passar e o Pinóquio, personagem lúdico criado pelo gênio Walt Disney, boneco de madeira com sentimentos tão humanos que mentia e o seu nariz crescia, será enfim lembrado pela criança que está dentro de nós como um personagem com uma mensagem positiva. Será a prova cabal de que mentira tem nariz comprido e pernas curtas também. O julgamento no STF tem tido publicidade e, afora o voto do Ministro Toffoli, tem sido técnico. E justo.

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