Terroristas Brasileiros

Cesare Battisti, aquele italiano libertado pelo STF e que ganhou visto permanente do governo brasileiro, sob protestos veementes do governo italiano, deve estar arrepiado com suas bem escondidas lembranças do passado na Itália.

Aldo Moro foi assassinado pelo grupo terrorista da Brigadas Vermelhas, que em 1978 o seqüestrou e o manteve em cativeiro por quase 60 dias para, ao final, entregar o seu corpo dentro de um carro.

Cesare Battisti não assassinou o ex-primeiro ministro Aldo Moro, mas fazia parte do grupo terrorista PAC e foi acusado na Itália de matar um policial e um joalheiro. Lá, ele é classificado como terrorista e assassino de policial. Aqui, Cesare Battisti é visto pelos personagens lulistasgovernamentais e pelo STF como um perseguido político. E foi premiado, festejado e bajulado. Um erro que ninguém engoliu até hoje.

Livre, com visto de permanência nas mãos, vive rondando feliz e sorridente. O plano deu certo!

Cumprir leis no Brasil já é um problema. Problema cultural que já leva séculos e levaremos mais século para solucionar. Cumprir leis fraquinhas e medíocres, quando o negócio é crime, já me deixa deveras envergonhado. E não tenho tempo para ficar esperando que algum Congresso Nacional crie leis mais duras para crimes mais cruéis ainda.

Se cumprir a lei é difícil, aplicá-la não é tarefa das mais fáceis, principalmente quando se é magistrado neste país.

O Brasil não tem terroristas. Sabem por quê? Porque chamamos terroristas de milicianos, uma invenção anárquica da imprensa brasileira.

Em qualquer lugar do mundo, quem mata um juiz comete um crime com gravidade, digamos, superior, recebendo penas de prisão perpétua ou condenação à morte, pois um juiz está intimamente associado aos direitos dos cidadãos de bem, às garantias individuais e à segurança jurídica de uma Nação.

Pelo visto, depois da lamentável morte da briosa Juíza Patrícia Acioli, estaremos lamentando sempre, por não possuirmos leis mais duras contra esses tipos de crime.

Assim como um magistrado que pratica um crime deveria ser tratado com muito mais rigor, um atentado contra a vida de um juiz deveria ser algo muito mais grave e que não fosse limitado a visita do presidente do Supremo ou sentimentos do presidente do Tribunal de Justiça do Rio que sozinhos em nada acrescentarão. Estes bandidos, terroristas brasileiros, ditos milicianos, deveriam ter medo do olhar de um magistrado e no mínimo, respeito pela justiça.

Mas não é isso que acontece no Brasil, país que acolhe o sorridente e condenado na Itália como terrorista, Cesare Battisti e outros personagens nefastos da sociedade bandida mundial.

Filmes que assistimos na TV constantemente fazem alusão a bandidos que fogem para o Brasil. Não é porque aqui temos praias lindas, samba e mulheres maravilhosas. Mas sim, porque aqui as leis são fracas, tristes e de difícil aplicação.

São assassinos que têm a prisão relaxada e respondem em liberdade, sentindo-se impunes a tudo e a todos.

E juízes corajosos, como a insubstituível Dra. Patrícia, que perdem a vida estupidamente, somente porque resolveram ser corretos, honestos e corajosos na aplicação da lei.

Uma pena olharmos para o nosso lado e vermos que Cesare Battisti está livre.

Uma pena olharmos para frente e não mais encontrarmos a corajosa Juíza Patrícia Acioli, mas ao mesmo tempo sabermos que nos depararmos com marginais festejando a morte desejada. Pobre país sem direção...

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