Terceira Guerra Mundial

Os drones, agora, fazem o serviço. Tudo a distância. De muita distância, digamos.

Um militar controla lá de Nebrasca, Estados Unidos, e com toda tranqüilidade, de sua confortável sala, vai mandando mísseis a partir do drone que está no Iraque. Com todas as coordenadas em sua memória, considerando sistemas avançadíssimos e de altíssima tecnologia de localização, sensores afiadíssimos e imagens em ultra resolução.

O tal drone se chama MQ Reaper (ceifador), tem autonomia de 1.800km, silencioso, cheio de armas e que custa US$ 68 milhões; e dá muita dor de cabeça a terroristas, por exemplo. É uma arma de combate sensacional, sob o aspecto estratégico-militar, claro.

Esse drone arrasou com a vida de muitos chefes do Estado Islâmico, ceifando as lideranças e desmontando a espinha dorsal do grupo terrorista.

Ninguém mais duvida que o mundo da guerra será assim! Tecnológico e surpreendente, mais parecendo um videogame do mundo real.

Donald Trump apostou tudo nesse seu ato bélico. Logo ele, um cara bronco, mal educado, mas que também é reconhecidamente um raro presidente americano que busca sempre uma solução diplomática.

Não estou errado, não! Lembre-se da tentativa dele junto ao maluquete presidente, ditador, tresloucado, imperador dos imperadores, o semideus norte-coreano Kim Jong-un. Não deu certo algumas vezes. Mas qual presidente teria coragem para tal?

Como D. Trump conseguiu conversar com esse feroz ditador? Ninguém sabe.

Com o Irã não havia mais diálogo, não havia mais canais para discussões ou simples troca de idéias.

Pronto! Os americanos mataram o general matador e agora aguardam a reação iraniana. Claro que estão com todos os escudos preparados na expectativa de que algo maior virá acontecer.

Os americanos falam que têm 52 alvos para acertar no Irã. Mas o Irã já disse que tem 330 milhões de alvos, que é a população norte-americana.

Então, o mundo irá acabar? Novamente? Porque todo ano alguém diz uma data para o mundo acabar.

Mas uma coisa eu afirmo: Donald Trump praticou um ato extremo para salvar a sua reeleição, nas eleições presidenciais americanas que acontecerão no dia 03/11/2020. Isso se até lá o mundo não acabar, como os jornais brasileiros estão propagando de forma indireta.

Quem tem arma nuclear é que traz efetiva preocupação. O Irã ainda está enriquecendo o urânio e suas instalações nucleares poderão sofrer ataques com relativa facilidade. Mas tenho certeza que Trump não faria isso para que não se espalhe uma radiação pelo planeta. Mas, um tiro certeiro do tal drone poderá atrasar em até cinco anos qualquer programa desse tipo.

Mas a verdade é que Donald Trump mexeu num vespeiro e tudo para aumentar ainda mais o orgulho americano, consequentemente, suas chances de reeleição.

O mundo está assistindo o problema de camarote, mas horrorizado com a escalada da violência e medo de ser envolvido.

Enquanto isso, por aqui, Crivela segue perseguindo os blocos de carnaval. É a nossa preocupação. Sem drones e sem dinheiro...

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