Tecnologia em Prol da Saúde

Não é segredo pra ninguém que os avanços tecnológicos têm ajudado profissionais da saúde tanto em tratamentos quanto em diagnósticos mais precisos. De fato a conexão entre máquinas e hospitais já começou. Não se vê a inteligência artificial trabalhando, mas ela é usada para complementar o diagnóstico dos médicos de forma quase mágica e até antecipar decisões. Ganhar tempo é fundamental.

No Hospital Albert Einstein, em São Paulo, existe um Centro de Controle Operacional, onde há um sistema tecnológico movido a inteligência artificial que permite aos profissionais do hospital fazer uma previsão do que vai acontecer com as pessoas que estão acabando de chegar.

Quando o paciente chega, o sistema consegue calcular a chance de ser internado, apenas com os dados coletados no primeiro atendimento, como pulso e pressão. A inteligência artificial se baseia em um enorme banco de dados de casos anteriores para fornecer uma análise correta. A previsão de acerto é de 90%. O hospital possui ainda uma sala que é uma espécie de central de vigilância, onde todas as atividades são monitoradas 24 horas por dia em tempo real.

No Instituto do Câncer do Ceará, em Fortaleza, onde 70% dos pacientes são atendidos pelo SUS, medicina e tecnologia também andam juntas. Uma plataforma de inteligência artificial, desenvolvida por uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, está ajudando médicos a encontrar o melhor tratamento para pacientes com câncer.

Os dados do paciente e o resultado de exames são inseridos no programa que procura as informações mais atualizadas e relevantes no mundo sobre o tipo de câncer que o paciente tem. A máquina, ao cruzar e analisar em tempo recorde todo este material, propõe opções de tratamento. Nenhum médico conseguiria obter, sozinho, tantos dados sobre uma doença.

A tecnologia tem um papel cada vez maior na medicina. Mas até que ponto estamos dispostos a permitir que algoritmos tomem decisões sobre a vida? Afinal, a máquina sabe tudo sobre a doença, mas não está ao lado da pessoa quando ela mais precisa. A decisão final sobre um tratamento ainda é dos médicos, com o apoio do paciente.

Até a próxima!