Tecnologia Contra Extremismo

Empresas tecnologia dos Estados Unidos, incluído Microsoft e Facebook, se uniram e formaram um grupo com objetivo de coibir supremacistas brancos e milícias através da criação de um banco de dados antiterrorismo comum. Com isso, elas esperam utilizar as informações para reprimir divulgação de grupos supremacistas brancos e milícias de extrema direita.

Até o momento, o banco de dados do Fórum Global da Internet para o contra terrorismo (GIFCT, na sigla em inglês) se concentrava em vídeos e imagens de grupos terroristas em uma lista das Nações Unidas e, logo, consistia principalmente em conteúdo de organizações extremistas islâmicas, como o Estado Islâmico, a Al Qaeda e o Talibã. Entretanto, ao que tudo indica nos próximos meses, o grupo adicionará manifestos de agressores que muitas vezes são compartilhados por simpatizantes da violência da supremacia branca e outras publicações e links sinalizados pela iniciativa da ONU, "Tecnologia Contra o Terrorismo".


As empresas, que incluem ainda Twitter e Youtube, compartilham "hashes", representações numéricas únicas de conteúdos originais que foram removidas de seus serviços. Outras plataformas usam isso para identificar o mesmo conteúdo em seus próprios sites, a fim de revisá-lo ou removê-lo. O sistema usará listas do grupo de compartilhamento de inteligência Five Eyes (Cinco Olhos, em português), que envolve Estados Unidos, Inglaterra, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, adicionando URLs e PDFs de mais grupos, incluindo os Proud Boys, os Three Percenters e neonazistas.

As plataformas de tecnologia são criticadas há muito tempo por não policiarem conteúdo extremista violento. Embora se preocupem com o fato da censura, a questão do extremismo, incluindo supremacia branca e grupos de milícia, precisa ser impedida com urgência, pois seus frutos emergem cada vez mais cedo, vide o ataque de 6 de janeiro contra o Capitólio, nos EUA. E embora o projeto ajude a combater o conteúdo extremista em plataformas convencionais, os grupos infelizmente ainda poderão publicar imagens violentas e retórica em muitos outros sites e espaços na internet.

O GIFCT foi criado em 2017 sob pressão dos governos dos EUA e da Europa após uma série de ataques em Paris e Bruxelas. Hoje, o banco de dados contém impressões digitais de vídeos e imagens relacionadas a grupos na lista consolidada de sanções da ONU. O grupo deseja continuar a ampliar seu banco de dados para incluir hashes de arquivos de áudio ou certos símbolos e aumentar seu número de membros. Recentemente, adicionou a o Airbnb e a Mailchimp como membros.