Steve Jobs Era um Extraterrestre

Passados nove meses do falecimento do cultuado Steve Jobs e baixada a poeira e blá-blá-blá a respeito, preciso escrever algumas linhas faltantes. 

Teria sido Steve Jobs um extraterrestre?

A minha pergunta procede. Não só para os crentes em vida extraterrestre, como também para os céticos, que acreditam com dificuldades em quase tudo, mas reconhecem a genialidade de Steve Jobs, Leonardo Da Vinci, Thomas Edison, Albert Einstein... Comparei com gigantes mestres indiscutíveis. Sim, mas também posso estar enganado. Hoje ele é considerado gênio, mas amanhã...

Esses seres, mestres reconhecidos da humanidade nem parecem humanos, tamanha a distância que os seus conhecimentos têm dos nossos. Eles vieram e tiveram a oportunidade de modificar para melhor as nossas vidas, o nosso dia-a-dia, alterando a ordem do mundo, pois suas invenções e conceitos foram determinantes para a condução e os rumos da humanidade.

Ora, Steve Jobs sempre esteve a pelo menos duas gerações à frente do nosso tempo. Ele possuía uma espetacular visão do planeta terra, da nossa existência e da nossa necessidade de vivermos juntos, colados, comunicando e transformando distâncias em microscópicas medidas.

Ele, com a oportunidade que o seu conhecimento e as suas ideias de vanguarda lhe proporcionaram, juntamente com um empresário que resolveu arriscar centenas de milhares de dólares no negócio, criaram um computador especial, dando finalmente a toda sociedade a oportunidade de ter o seu computador, o chamado PC, em inglês Personal Computer.

Como todo gênio, Steve Jobs era tímido, mas defendia as suas ideias com rigor incomum. Empresário americano que sempre buscou o sonho da perfeição dos seus produtos, Steve era obcecado pela idéia de que o produto tinha que satisfazer integralmente o consumidor. Por isso, os Mac, IPad, IPhone e outros tinham que ser absolutamente funcionais, belos e quase baratos (mais para quase do que para baratos).

Com este estilo brilhante de respeito ao consumidor, a empresa de Jobs galgou andares de sucesso, passando por momentos de “perda de identidade” quando ele foi praticamente afastado da Apple uma vez no passado e a própria empresa resolveu chamá-lo de volta e a Apple transformou-se na mais valiosa do planeta.

Gênios são assim. Jobs não inventou o mouse (que foi inventado pelo americano Douglas Engelbart em 1968), mas inventou o que fazer com ele, pois o uso no Apple Macintosh em 1984 foi um enorme passo para a humanidade. Até hoje este aparelhinho é praticamente imprescindível no uso de computadores, sejam os desktop e até mesmo nos notebooks (eu, por exemplo, não gosto de ficar esfregando o indicador no mousepad do notebook. É muito melhor e mais confortável usar o mouse).

Para gênios como Jobs, deveria existir um prêmio Nobel especial, somente para aqueles gênios que de fato melhoraram em muito as nossas vidas.

Por isso, por ser uma pessoa do bem (claro que também estava pensando no seu bolso, pois capitalista não vive de homenagens e tapinhas nas costas, mas de dinheiro), Steve Jobs não deve ser do planeta Terra, mas de outro mundo, outra civilização, muito mais evoluída. Só deixou de ser atencioso com a sua própria saúde, pois desprezou o tratamento do câncer por meses, o que acabou levando à morte prematura. Fica aqui o meu registro de admiração pelo legado de Steve Jobs.

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