Reflexões Covidianas

Nas ondas das notícias “covidianas” é que vamos chegando ao final de ano.

Papai Noel, um reconhecido idoso com saúde de jovem já avisou: “não saio para entregar os presentes nem que a rena tussa!”.

Com essa agressiva pandemia nos rodeando e fazendo amigos se infectarem por todos os lados, cheguei à conclusão que vamos todos pegar essa coisa um dia.

A verdade que não quer calar são duas: o Covid agora transita entre as classes A e B porque a C e a D já tiveram um grande número de infectados em ônibus, BRTs, metrô, barcas, hospitais e no trabalho.

Os jovens não agüentaram mais ficar em casa e saíram para as baladas, praias cheias, barzinhos. Tudo como se a vida tivesse voltado ao normal, com a grande maioria sem máscaras para conseguir beber, mergulhar e beijar.

E voltaram para casa contaminando pais, irmãos, vizinhos, colegas de trabalho e etc.

Tenho que reclamar, não é?

Imagens nos telejornais foram conclusivas quanto às baladas, bailes funk lotados.

Pois, é essa mesma juventude que prega respeito, liberdade total para tudo, todas e todos que, agora, compromete a saúde dos outros de forma irresponsável, pois estão preocupadas consigo mesmas.

“Todas as vidas importam”, gritarei sempre.


Jovens, por favor, segurem a onda até a vacina! Faltam poucos meses.

Como todos já desconfiavam, os políticos estão doidinhos para decretar lockdown. Estão apenas aguardando o fim do 2° turno das eleições para dar a “notícia” com sangue nos olhos.

Dória está excitado e doidinho para parar tudo em SP. Ele adora ficar naquela espécie de púlpito cercado de olhares e falando como se estivesse apresentando o Oscar.

Tudo mentirinha política e que estamos vergonhosamente cansados de ouvir.

Aliás, que sociedade dividia é essa que estamos vivendo, não é?

A igualdade foi para o espaço!

Muita gente pregando uma igualdade que deseja ser aplicada de qualquer forma, mas dividindo e classificando pessoas e coisas, num triste “separatismo”.

Acho que quem tenta dividir a sociedade tem um péssimo ideal de vida, pois pensa num futuro bastante sombrio.

Ser livre é respeitar as diferenças.

Pobre dessas crianças que estudam em escolas ricas, sob o comando da liberdade, mas que somente aceita amigos com IPhone 12 e os pais compram anéis de diamante para as professoras.

Como essas crianças enxergarão um mendigo como ser humano? Como serão felizes com menos materialismo? Como irão respeitar os pais se esses vierem a passar dificuldades financeiras um dia?

Essas perguntas jamais o Paulo Freire saberia responder, pois acharia que a resposta está “dentro de cada um, transitando com liberdade, sem conceitos”.

Esses estudantes acham que Anitta é melhor que Paul McCartney. E se você for contra esse absurdo, vai ser tratado com rispidez pelo prepotente infanto-juvenil-super-sensível.

E assim, o Papai Noel vai fazendo falta, mesmo que tenha sido criado pela Coca-Cola no século passado e um dia andou trajando uma roupa na cor verde.

Quem sabe o Natal de 2021 será mais completo?