Que País Saravá é Este?

Só me vem à cabeça a frase do Cazuza: “Que país é este?”. Brotam absurdos intelectuais para todas as direções e assuntos diversos. Saímos de 13 anos de distorções morais e intelectuais, em nome de uma ideologia mascarada, e nem por esta razão, menos nociva, para outro extremo impreciso.

Em função deste estado de penúria moral e intelectual, elegemos o antagônico, como “solução” em todas situações de limite. Não se sai de um absurdo para uma circunstancia de equilíbrio. Puxa-se demais de um lado, e o antagonismo responde em força equivalente. É sempre de um extremo para outro.

Temos um presidente que míope não enxerga as questões mais complexas, mistura tudo num único saco de gatos e devolve como um jato de detritos. Basta ver como Bolsonaro não é capaz de relativizar, seletivisar e como quem só conhece martelo, tudo que vê, pensa que é prego!

Ele imagina que como alguns jornalistas são de esquerda e outros se venderam ao PT, todos os demais membros da classe são “farinha do mesmo saco”. Daí passa a atacar a todos de forma generalizada e estúpida (bem verdade que aí não há nenhuma novidade).

Diz que vai chamar o IBAMA para nos identificar e outras sandices. E começa com esta jocosa imperfeição, cometer desmandos verbais; dando munição para opositores e descrentes inertes.

Não é capaz de entender os diferentes; e imaturo como uma criança, começa a interpretar situações graves como se fosse brincadeira de moleque de rua.

Não somos iguais e acho que essa atitude é intempestiva, e acima de tudo, tacanha e insensata. Não há nada que se possa contemporizar ou atenuar.

Saímos das mãos de uma besta ladra, cachaceira, trapaceira e sem escrúpulos, para outra que é igual a um trem sem feios, ladeira a baixo.

Resta-nos assistir episódios bizarros como este discurso insano do “secretário de Cultura”, Roberto Alvim, a ressuscitar outra besta nazista. É tão absurdo que ficou insustentável, obrigando ao Bolsonaro a tomar a atitude de derrubá-lo. Resta saber se colocará outro da mesma estirpe no seu lugar, que certamente terá apenas um novo repertório de desmandos e desconsertos, até a próxima derrubada.

É o governo do desencontro, desacerto e do “cai, cai!”. E que Deus nos acuda! Saravá!

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