Pronta Pra Próxima!

Passei o meu último final de semana inteirinho no cinema. Foi maravilhoso! Em geral, acabo vendo apenas dois filmes. Mas, dessa vez, exagerei... Fiquei tentada a assistir filmes diferentes, temáticas diversas e passei, literalmente, dois dias inteiros, me deliciando com a sétima arte. Per-fei-to!

Não, nem todos os filmes foram excelentes. Porém, é o risco que se corre em prezar pela quantidade e não pela qualidade – ou, pelo menos, checar a referência de amigos e profissionais do ramo – na hora de escolher o que fazer no sábado e no domingo. De qualquer forma, é indubitável que ir ao cinema é o meu programa predileto, então, “por pior que seja”, é sempre ótimo!

Comecei o sábado na “sessão criança”. Talvez, tenha sido o maior acerto do final de semana! "Madagascar 3: Os procurados" é incrível! Arrisco-me a afirmar que seja o melhor filme da franquia até agora. Confesso que não assisti à sessão 3D. Digo também que não vi a versão dublada. Abri mão da tecnologia e optei pelo filme original – e não me arrependi!  Não apenas a plasticidade da animação é grandiosa. A temática, a leveza, o roteiro, enfim, o filme foi concebido cautelosamente para agradar a todos. Sem exceção. Desde o primeiro filme “Madagascar” meus personagens prediletos são os pinguins. E eles voltam muito mais ácidos e engraçados desta vez, acompanhados, como sempre do leão, da zebrinha, da girafa e da doce hipopótamo fêmea – que eu também adoro! A produção é uma verdadeira lição de vida e de valores, que prova o quão importantes são nossos amigos e como a união faz a força. Neste episódio, a dica é dar atenção a um novo personagem: um leão marinho chamado Stefano, que rouba a cena. Fiquem ligados!

Depois do momento infantil do meu sábado, parti para um dramalhão daqueles! Filme para assistir com uma caixa de lenços do lado. Eu amo a proposta “água com açúcar”, então, pra mim, não foi tão entediante assim. Porém, garanto que quem não adora do mix “romance e drama”, com certeza, não irá gostar. Imagine um casal que sofre um acidente. A mulher (Rachel McAdams) acaba perdendo a memória e seu amado (Channing Tatum) decide então reconquistá-la. Durante todo o “Para Sempre” (“The Vow”, no original), ele fará o possível e o impossível para que sua esposa se apaixone por ele novamente. Sim, é bonito. Não, não é convincente. Porém, o roteiro tem como base uma história verídica – inclusive, os dois estão casados até hoje. No entanto, o que não permite que o filme seja verossímil, a meu ver, é o casal protagonista. Eles não são atores ruins, pelo contrário. São lindos, capazes e têm futuro. Porém, faltou química entre eles. E a química, meus caros amigos, não é só essencial nos relacionamentos da vida real. É também, fundamental, na telona.

No domingo, decidi continuar a linha “romântica” do meu final de semana. Para mostrar que todo relacionamento tem altos e baixos, a iraniana Massy Tadjedin – que com esse filme faz sua estreia na direção – retrata o declínio de um casamento, que tem como estopim a suspeita, ou melhor, em português bem claro: “a pulga atrás da orelha”! Quem for conferir “Apenas Uma Noite” (“Last Night”, no original) conseguirá perceber que os problemas de um relacionamento não se iniciam no momento da traição em si. Não é o fato consumado que determina a crise. É, na verdade, a quebra da confiança que desencadeia toda a problemática. A esposa acredita que o marido está tendo – ou gostaria de ter – um caso com uma colega de trabalho. E, um amor dela, do passado, chega e ensaia um belo retorno. E o filme vale a pena, até mesmo como um questionamento pessoal: “E ai? Como anda o seu relacionamento, heim?”.

Para terminar o domingo, decidi assistir a um filme, estando motivada apenas pelo protagonista. Ok, eu me rendo: sou louca pelo Ewan McGregor!  E a minha admiração por ele não é de hoje. Convenhamos, além de ser lindo, McGregor é um excelente ator, uma marca na sua geração. Jamais esquecerei suas atuações em “Star Wars”, muito menos em “Moulin Rouge”. Sendo assim, foi culpa do McGregor que acabei assistindo à “Amor Impossível”. Um filme que tem o título extremamente mal traduzido – afinal, o original é “Salmon Fishing in the Yemen” – e que seria mais honesto se explicitasse ao pé da letra seu propósito. A trama gira em torno de um xeique que quer levar a pesca do salmão para o meio do deserto, sem medo do quanto essa empreitada irá custar. A temática é até interessante, mas o resultado que se vê é bem aquém do esperado. McGregor, sim, continua lindo e talentoso. Porém, desta vez, carece de elenco, de direção e de uma boa história para brilhar de verdade.

E se alguém imagina que, depois dessa overdose de cinema, vou passar o próximo final de semana longe das salas de exibição, ledo engano...  Já estou até programando minha agenda para me acabar em mais uma maratona cinematográfica. Quem sabe a gente não se esbarra num cinema por ai, não é mesmo? Até lá!

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