Profissionais e Amadores

Sempre tive na minha vida o discernimento que manda quem pode e obedece quem tem juízo. Sempre respeitei o saber de um profissional, seja ele o mais humilde e simples, como um tirador de leite, que aparentemente todos podem tirar leite da vaca, mas jamais com o “saber técnico”, que na roça chamam de manha.

No Facebook, para minha surpresa, encontrai um “recado” do Ricardo Tatui, surfista de tradição e eventual apresentador de TV. Ele pousava para uma pequena loja de moda masculina e dizia que não entendia porque gastavam tanto com publicidade e pagando modelos, quando eles, os surfistas, poderiam fazer o “serviço”, sem a necessidade de “gastar com modelos”. Eu lhe respondi que surfistas poderiam fazer anúncios, desde que não derrubassem os modelos profissionais, classe que rala para aprender e nem sempre recebem o reconhecimento devido. Nada contra a conter custos, mas atrapalhar um profissional, tirar um emprego de alguém, é inadmissível. Faz-me lembrar do surgimento do computador e seus primeiros programas gráficos. Todo mundo podia “criar”uma logomarca, “fazer” programações visuais e outras necessidades, especificamente e necessariamente técnicas. Aparecia um “micreiro” oferecia um trabalho que se cobraria 10 mil  ( preço honesto de mercado) por 300 pratas! E é claro, existe sempre um idiota desinformado e merecedor do fracasso, que pretendia comparar e taxar os profissionais de verdade de “exploradores”. Compravam aquelas porcarias inadequadas até para ser porcaria e iam com elas para as profundezas do fracasso. Não adianta, laranja madura na beira da estada... Está bichada ô Zé... Ou tem marimbondo no pé!

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