Palpite Infeliz

É impressionante a imperícia política, ou mesmo a infantilidade das ações do governador do Rio de Janeiro Wilson Witsel. Ele mal começou a governar o Estado, numa atitude vaidosa e pueril, começou a falar em ser candidato a presidência da República.

Como é imaturo politicamente e a sua vaidade pessoal o cega, passou a considerar, mordido pela mosca azul, a possibilidade da sua eleição a presidente da República, baseado na facilidade que teve para se eleger no Rio de Janeiro, sendo um ilustre desconhecido. Ele no seu egocentrismo esqueceu-se que esta eleição casual se deveu a fatores propícios em relação à situação caótica que o estado ficou após os governos de Sergio Cabral e Pezão, com um ingrediente importantíssimo que foi a "Onda Bolsonaro". Elegeu-se nos mesmos parâmetros e amparado pela família, especialmente o Flávio Bolsonaro, que caminhava com ele de um lado para outro.

Mordido pela mosca azul, nem se importou em ferir suscetibilidades do presidente Jair Bolsonaro que é declaradamente candidato à reeleição.

Ao se declarar candidato criou uma aresta cortante, abrindo um fosso profundo na sua relação com o presidente. Como tem um incontrolável e obsessivo desejo de aparecer e dizer o que não interessa na esperança de marcar espaço, num encontro casual, no início de outubro, com Jair Bolsonaro, disse-lhe que "o processo já foi para o Supremo Tribunal". Bolsonaro lhe perguntou sobre o que falava, e ele respondeu que sobre o caso Marielle e que o porteiro do seu condomínio citou o seu nome, ligando-o aos possíveis assassinos da vereadora. Isso lá no começo do mês de outubro.

Agora, depois de divulgado o fato pela Rede Globo, o assunto virou um problema de Estado. Bolsonaro que nada tinha a ver com o fato, pois se encontrava no dia exercendo suas funções de deputado em Brasília, sentiu a má intenção da tentativa de denegri-lo e causar polêmica destrutiva, atribuiu a manobra do fato ao governador Witsel; que terá pela frente um inimigo frontal, enquanto necessita do apoio Federal para manutenção das contas e finanças do Estado do Rio de Janeiro.

Este governador falastrão, não tinha nada que comentar a sua ciência do fato, visto que o assunto corria em segredo de Justiça. Resultado: terá que enfrentar (inclusive no conceito da população), uma atribuição de culpa de ser o responsável pela notícia falsa, com a nítida intenção de atingir o Bolsonaro.

Coitado do povo do Rio, que vai ficar no meio de uma guerra infeliz entre titãs governamentais. Como se não bastasse viver no meio de tiroteios e balas perdidas entre traficantes e Polícia Militar. Este governador poderia ter ficado calado e evitado tantos problemas. Enfim: Que Palpite Infeliz!...

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