O Vírus da FakeNews

O mundo está em meio a uma pandemia, e isso não é segredo pra ninguém. Entretanto, o que piora muito a situação é grande número de mentiras que continuam sendo compartilhadas por pessoas desavisadas em suas redes sociais e whatssap. Não é de se estranhar, afinal estamos num país cujo presidente foi eleito, entre outros motivos, por se revoltar contra o chamado “kit gay” e a “mamadeira de pinto”, as maiores mentiras de 2018.

Toda essa rede de mentiras chega a um nível perigosamente mortal quando se trata da propagação das informações falsas sobre a doença que assola o mundo hoje. Uma das mentiras mais impactantes trata-se do “tio do mestrado”, uma fakenews que cruzou fronteiras reproduzindo desde dicas desonestas de saúde, incluindo a acusação de que a China criou CODEVID-19.

O post original atribuído a uma britânica afirmava que um colega de classe estava na China estudando sobre o CORONA VIRUS, e já citava algumas recomendações FALSAS como: “pessoa com coriza não fica doente”, “beba água mais quente” e “evite gelo”. A postagem ganhou mais força quando foi atribuindo um título de mestrado ao “colega de classe”.

Da Inglaterra a Índia, o “Tio do mestrado” propagou mentiras como: “o vírus odeia o sol” tendo como única verdade em todo o post a importância de lavar as mãos com regularidade. A partir daí foi impossível controlar. Em poucos dias o “tio do mestrado” se tornou "membro do conselho do hospital de Stanford"; houve atribuições também a "médicos japoneses" e "especialistas de Taiwan".

Chegando aos EUA, a mentira foi postada num grupo chamado atualização sobre o Corona vírus sendo compartilhada por atores americanos e pessoas comuns. Muitas relatavam que se “informavam” via Fakebook e que não assistiam a “mídia tradicional”. Começa então, a viralização da mentira traduzida em vários idiomas adicionando adendos falsos como o “autoexame”.

A forma como essa mentira viralizou trata-se do “copia-cola”, onde muitos usuários têm acesso à desinformação e, sem fazer uma pesquisa de 2 minutos, replica o conteúdo na integra ou incluindo mais mentiras. Embora o Facebook tente remover as fakes, elas se propagam com mais velocidade do que eles podem fazer a checagem.

É importante dizer que as pessoas que compartilharam o post do "Tio do mestrado" geralmente não são mal intencionadas — muitas vezes, acreditam que estão passando fatos confiáveis à frente. Então, antes de compartilhar algo confirme se a informação é verdadeira, e se faça três observações simples:

1 - A fonte da informação é vaga ou de um “amigo de um amigo” - não a compartilhe.

2 - Se tem muitas pessoas marcadas, ou é grupo - não a compartilhem.

3 - O conteúdo te deixa muito feliz, zangado ou assustado? – não compartilhe antes de verificar, pois muitas mentiras viralizam porque afetam suas emoções.

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