O Engodo da Faculdade Anhanguera

A venda da Faculdade UNIPLI para a Anhanguera significou um imenso prejuízo para muitos alunos, que cursando  além da metade do curso e foram surpreendidos com uma abrupta mudança de todas as regras existentes. Existe uma imensa diferença entre a UNIPLI e a Anhguera que não é uma instituição acostumada a lidar com professores nas aulas presenciais. Esta instituição é do tipo de ensino a distância onde os alunos fazem apenas provas periódicas, e de avaliação bastante duvidosa. É uma espécie de “fabrica de alunos” e o objetivo da instituição é faturar sem qualquer preocupação com o destino do aluno, se vai ter um diploma sem a base e o saber mínimo.     O curso de direito que funcionava na unidade de Camboinhas foi paulatinamente sucateado, com absoluta falta de professores e aulas regulares, induzindo a maioria a “pedir transferência” para a unidade do centro. Quem mora na Região Oceânica e se programou para ali fazer o curso, foi inteiramente lesado em todos os aspectos, inclusive na majoração dos custos. Eles foram enrolando, dando desculpas até conseguirem extinguir o curso.

No centro, os outros cursos foram pouco a pouco se esvaziando de professores , na mais desrespeitosa e desonesta manobra de tentar convencer a todos que o método de ensino à distância é o melhor para todos.

Foi uma verdadeira quebra de contrato, dissimulada e de má fé. Foram recebendo as mensalidades, os alunos ficando cada vez mais em defasagem no aprendizado, levando alguns, já sem alternativas, a se desesperam, vendo que foram vítimas de propaganda enganosa, quebra absoluta de padrões de ensino e de ética, na mais imoral manobra impositiva. Poderíamos comparar este comportamento a prática de um golpe: um verdadeiro estelionato, “vendendo gato por lebre”.

O mais cruel e desonesto é que com meio caminho andado o aluno fica sem opção. O correto seria que todos os lesados, conjuntamente, reivindicassem judicialmente os seus direitos às aulas presenciais como era anteriormente e a qual proposta de ensino aderiram e pagaram por ela.

Se eles tinham a intenção de mudar a metodologia, honestamente, deveriam comunicar a todos desde o início como seria a “nova faculdade”. Mas, de forma sub-reptícia adiaram a verdade para aplicar o golpe do semestre. Muitos alunos estão revoltados e deverão ingressar na justiça pedindo indenizações, inclusive por danos morais. Se a instituição é tão rica, como propalam, que indenizem a todos e proponham a faculdade de ensino a distancia a quem se dispuser aceitar estas regras. O que não pode é enganar inúmeras famílias, recebendo um pagamento sem a devida, real e honesta contra partida.

Este comportamento é caso de polícia e não há o que refutar. A cidade, definitivamente, deve rejeitar que estranhos e sem nenhuma identificação ou interação com a nossa gente, façam de nós bobos úteis, a propósitos mercantilistas, desrespeitosos e incompatíveis com as características bairristas e associativas que estamos todos acostumados. Podemos ser pacatos e ordeiros , mas não somos idiotas que se submetem  ao que querem, desafiando a nossa percepção, inteligência e sem nenhuma contestação.

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