O Automóvel do Futuro

Um desafio organizado pela SAE Brasil (Sociedade de Engenheiros da Mobilidade) promete movimentar a ciência e a indústria automobilística do nosso país. Cerca de 150 estudantes de engenharia de 13 equipes trabalham para aproximar os carros movidos a hidrogênio da realidade brasileira.

Eles fazem parte do SAE Brasil & Ballard Student H2 Challenge, uma competição para promover o desenvolvimento da tecnologia no país, e de quebra, capacitar os alunos para trabalharem com uma matriz energética que deve crescer muito nos próximos anos.

Para essa competição ainda há o apoio da Ballard, empresa canadense que produz as células de combustível para veículos a hidrogênio e da Anfavea, a associação das fabricantes de veículos.

Nos próximos meses, os alunos das 13 equipes terão que projetar um carro de corrida que seja movido a hidrogênio. Para isso, os estudantes participaram de nove cursos oferecidos pela SAE.

Os projetos serão julgados considerando critérios técnicos e financeiros, como as especificações do veículo, desempenho do conjunto elétrico com célula a combustível, o sistema de segurança para o hidrogênio. Também serão avaliados aspectos menos objetivos, como organização da equipe e design do produto.

Após a eliminatória, restarão 10 times, que receberão um conjunto de célula de combustível da Ballard, para poder construir a versão definitiva do carro. Lopes explica que a maior parte das equipes já desenvolveu seus modelos para outras modalidades de competição.

A Nissan testa veículos elétricos com célula de combustível a etanol no Brasil desde 2017, mas ainda não há qualquer indício de chegada de um carro desse tipo. Aliás, atrair as fabricantes para apoiar os universitários é outro objetivo do H2 Challenge. Até agora, segundo a SAE, apenas a Mercedes-Benz se propôs a “adotar” uma das universidades.

A relação com a indústria traz um benefício duplo. Para as fabricantes, isso significa ter a tecnologia mais próxima de si, enquanto os estudantes têm a oportunidade de mostrar suas habilidades.

Os carros são monopostos do tipo “fórmula”, que pesam aproximadamente 200 kg. A potência máxima é de cerca de seis cavalos, a mesma de algumas outras competições promovidas pela SAE.

O formato da fase final da competição, quando os alunos precisarão colocar os carros na pista, ainda está sendo discutido. A expectativa é conseguir realizar um evento em algum campo de provas, mas tudo depende da evolução do coronavírus no país.

A SAE planeja anunciar a equipe vencedora em novembro, em um evento de mobilidade.

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