Nomenclaturas


Esta semana conversei, junto com um grupo, com o candidato a vice prefeito José Seba (PPS). Ele, além das suas qualidades como profissional médico e gestor de instituição de classe, tem uma verve filosófica. Entre suas colocações que achei muito interessantes foi a questão do meio ambiente. Ele diz que equivocadamente e com muito empenho da mídia colocaram a responsabilidade de “limpeza do ar” nas árvores, com expectativas superdimensionadas  no “pulmão verde” que elas produzem. Ele como alergista registra que a cidade do México tinha uma população de 30% de alérgicos em função da poluição ambiental. Resolveram plantar árvores em torno da cidade para criar um cinturão de proteção e produção de oxigênio puro. Erraram. A população de alérgicos saltou para 70%. Razão: as árvores criaram um paredão de contenção dos ventos e o ar passou a circular menos. Já estão derrubando as árvores. Ele cita que pior é ter um paredão de prédios como na Praia de Icaraí. O ar do mar não atravessa e reduz a oxigenação do resto do bairro.  Segundo ele, o ideal seria haver um espaçamento entre prédios e que eles fossem até mais altos; que altura não interfere na qualidade do oxigênio. Ao falar em espigões, ele não sabe e não houve quem soubesse dizer quantos andares deve ter um prédio para ser considerado espigão. Salientou que o importante é dosar a ocupação humana por metro quadrado construído.  A densidade de ocupação é que determina a necessidade exata de sistemas de esgoto, acessibilidade, circulação, transporte, etc. O preocupante, segundo ele, é aumentar, fora dos padrões a densidade humana, pois ela tem reflexos.  Tamanho do edifício não importa e para cima não ocupa espaço. O coeficiente de ocupação é que tem que ser respeitado.

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