Minha Rua Era Calma: A Resposta dos Moradores

Na matéria da semana passada abordamos a questão das mudanças no trânsito e que acarretaram aos moradores de algumas ruas problemas de barulho intenso, movimento desordenado, poeira e engarrafamentos constantes. O significado central foi a perda de uma tranquilidade existente anteriormente. Pusemos em discussão os dois lados da questão e apontamos para direções onde o morador, o motorista urbano tem uma parcela de responsabilidade e pode interferir na transformações, tanto positiva como negativamente, aumentanto o tamanho do problema. Em determinados momentos dissemos que não adianta apenas criticar. Que é preciso colaborar e interferir das mais diferentes formas. O efeito e o clamor das respostas foi tão intenso que resolvemos publicar algumas mensagens, considerando um direito do leitor opinar. O nosso problema de trânsito e das repentinas mudanças modificam hábitos e condutas e é preciso ter atenção ao fato. Estas manifestações apenas mostram o pensamento da nossa gente e aí estão algumas que selecionamos, considerando a diversidade e variedade de opiniões.

A reportagem sobre o trânsito infernal de Niterói prega a paciência, diz que "de nada adiantará criticar", "a participação da sociedade será de grande valia". Em 18/06 protocolei, junto à Ouvidoria da Prefeitura de Niterói, reclamação sobre os abusos cometidos diariamente pelos motoristas das empresas Garcia e Fortaleza no ponto final na Rua Mario Viana, ao estacionarem os ônibus fora do recuo, ao longo da rua, atravancando o tráfego nos dois sentidos; já que a rua é mão dupla e estreita. De que adiantou a minha participação? A solução é tão simples: basta o despachante organizar, com o uso de um celular, a chegada e saída dos ônibus, que são muitos para poucas vagas. Simples, sem custo algum. Cadê a fiscalização da Prefeitura? Provavelmente a reclamação tenha sido arquivada no lixo. Engarrafamento, que bobagem... Francisco Vaz C. Junior.

... Tudo bem que devemos colaborar. Mas, na grande maioria das situações não temos a menor responsabilidade pelo que acontece. Vocês dizem que a sociedade deve colaborar. Concordamos em colaborar, mas o que está acontecendo aqui em Niterói é muito grave. Somos uma cidade pequena com problemas de cidade grande e muito grande. Se estivermos em São Paulo ou mesmo no Rio, sabemos que a situação é sempre difícil. São cidades imensas e vai dar engarrafento no trânsito, mesmo que tudo esteja em ordem. Basta um motorista atrapalhar e tudo se complica. Mas aqui? Na minha opinião falta competência destes “técnicos” que fazem mudanças sem projetar os problemas, ou vai tudo na base da experiência. Se der errado pagamos todos. Se der certo, o que é raro, eles assumem os “louros”... Maria Angélica Nogueira Prado

Vi com surpresa que o jornal Diz ainda acredita nestes caras que mexem no trânsito, pois apesar de colocar os problemas, vocês ainda sugerem que nós podemos interferir colaborando... Como, meus caros? Todo dia é a mesma coisa e a qualquer hora. Engarrafamento é um atraso na produção e nos tira a saúde. Não dá para marcar hora para nada ou temos que fazer tudo com muita antecedência e sempre erramos no cálculo do tempo. É perda geral. Venho do Rio, onde a barra é pesada e digo que aqui é pior. Não existem alternativas para fugir. Se engarrafar, aqui na Região Oceânica, não tem saída. É um verdadeiro “curral de bois”. O cara que inventou esta estrada, da maneira como é, não sabe nada de trânsito e com certeza não mora aqui. Quem passa o que nós passamos, só nós sabemos o quanto dói. Viemos para Itaipu para ter melhor qualidade de vida. Isso era. Não é mais. Aqui é pauleira, barulho, transporte coletivo de péssima qualidade e uma cidade sem ter a quem reclamar.Lamentável. Marco Simas

Proponho continuar com a matéria, agora com as ruas de São Francisco que foram congestionadas pelos veículos provenientes da Região Oceânica, sentido Charitas (Estação Catamarã, nos horários de pico. Avenida Rui Barbosa , principalmente. Uma rua antes totalmente residencial, hoje com um tráfego incrível, criando problemas de saídas e/ou entradas em garagens.Um comércio em expansão e estacionamentos irregulares, em filas duplas e até triplas; isso em frente dos colégios, mercados e bancos. Luiz Gonzaga da Silva

Voces estão querendo dizer que não tem jeito? Será que nossa cidade só vai ficar boa no dia que piorar tanto que ninguém suporte mais? Depois deste plano “fantástico” do Jaime Lerner, que custou uma fortuna, que até agora não apareceu resultado positivo, ficamos achando que fomos todos enganados. Atraíram para cidade mais gente do ela podia aguentar. Agora estamos vendo que: ou se gasta uma fortuna para uma obra gigantesca ou esta cidade vai afundar num congestionamento horroroso. Tanta gente de fora se beneficiando das nossas aflições. Fazer prédios e mais prédios concentrados num lugar só, enquanto existem outros bairros que poderiam abrigar novos moradores. Ganham o nosso dinheiro e nos colocam no fogo. Um IPTU nas alturas. Pra quê? O Centro seria um lugar ideal para descarregar esta gente que quer morar em Icaraí, principalmente no infeliz Jardim Icaraí. Em grandes cidades do mundo o Centro é bem aproveitado para se morar e é muito valorizado. E aqui, não dá? É claro! Só que não interessa a meia dúzia.Pobres de nós.                 Boa sorte para vocês. Marysa Assunção

O jornal de vocês é o único que tem opinião das coisas. Diz mesmo! Apenas acho que aliviam demais certos políticos. Vocês tem coragem para dizer o que muita gente queria. Então, digam logo: esta cidade está uma bagunça por falta de gestão. Jorge foi bom prefeito no primeiro mandato, depois foi piorando até chegar nesta paradeira, nesta negação. As nossas ruas eram calmas sim. Com o tal desenvolvimento desorientado, virou esta confusão. Tudo desprogramado. Se vocês tem tanta coragem para enfrentar muita coisa, está na hora de apontar estas falhas. Não pode aliviar. Tem que mostrar para todo mundo que ninguém aguenta mais este trânsito maluco o dia inteiro. Francisco Frazão

Pela primeira vez, neste tipo de jornal, vejo falar do Fonseca como um bairro da cidade. A matéria das ruas ficou muito boa. Foi só incompleta. Tem mais problemas pra mostrar. O Fonseca, como todos os outros bairros vizinhos, são esquecidos pelos prefeitos e muitos vereadores. Alguns só aparecem aqui na época de eleições. Queria pedir, já que vocês mostraram boa vontade, para denunciar os nossos problemas de rua, de transporte até de segurança, pois parece que a cidade existe somente para Icaraí e Ingá. Peço que mandem mais repórteres para olhar o nosso bairro, que é bom por nós mesmos, mas poderia ser muito melhor se a prefeitura desse uma atenção legal para nós. Parabéns pelo jornal. João da Cunha Damasceno Aí rapaziada. Peguei o jornal aqui numa farmácia do Rio do Ouro. Vi a entrevista que fala das ruas , da calma e tal. Olha aí. Nós aqui em cima, Maria Paula e Rio do Ouro também existimos. Manda ver como é ruim os ônibus daqui. Só fazem barulho, fazem o que querem e nós não podemos reclamar. O problema de rua aqui é menor, mas de ônibus, que também é assunto de rua, tamos na pior. Manda aqui pra ver. Paulão

Só quero ver quando é que vão resolver a questão dos fios de eletricidade e telefone. Está ficando cada dia pior. Nas ruas do Fonseca parece uma”malha de gato”. Todo mundo fala do trânsito e ninguém olha para cima. Olhem os fios que eles estão em Niterói, mais engarrafados que os carros. Qualquer dia vai dar zebra! Marilene Oliveira

Moro na Rua Otavio Kellly. A rua é boa, mas o trânsito é de doer. Principalmente na hora de pegar crianças em escolas. Tem uma escola por aqui que as pessoas não respeitam o trânsito. Escola fina com pais menos educados. Querem pegar seus filhos, e isso é o que interessa. Que se danem os outros. Falta um guarda de trânsito para por ordem neste descaso. Maria Pia Nunes

Nota da Redação: Diante das mensagens que recebemos, fica clara a necessidade e a intenção das pessoas em interagir e declarar suas dificuldades. Cada vez que fazemos matérias de interesse coletivo dirigidas a questão urbana, recebemos um retorno muito grande. Os anseios da nossa população são grandes e realmente existem áreas menos assistidas do que outras. Este desequilíbrio gera insatisfações e demonstra que o poder público precisa adequar suas ações e preencher vazios gerencias em diversas áreas desta cidade, que pode ser reprogramada, reordenada e continuar sendo uma das cidades mais agradáveis do mundo para se viver. Acreditamos nisso.

Rua Cônsul Francisco Cruz, 3 - Centro - Niterói/RJ

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