Mi, Mi, Mi Eleitoral

Às vezes penso que tem muita gente que se acha. Verdade.

Tem que se acha formador de opinião, se acha muito importante, dono da razão e etc.

Não é uma questão brasileira, como já devem ter percebido.

Nas eleições desse ano, venho encontrando várias e várias pessoas que “se acham”, inclusive já afirmam que estão “fortemente convictos” que o candidato deles é o melhor.

Esses elementos da vida social, aqueles que ficam em casa, no celular ou computador e assistem telejornais, têm até opinião, mas não conseguem ser criticados ou contrariados. São, na verdade, incapazes de serem contrariados... Atuam no meio social como verdadeiros adolescentes de barba, ou seja, ridículos para os outros, mas corretos e imortais para si mesmos.


Todos sabem o que está acontecendo nas eleições de Niterói. E como de costume, o cheiro de podre está terrível, já que estão mexendo no passado dos candidatos. E o passado de determinados políticos fede mais que banheiro do Maracanã em dia jogo Flamengo x Vasco nos anos 80.

Pesquisas falsas por todo o lado, o candidato do PDT usando as cores do Partido Novo... As já conhecidas bandeiras pelo avesso e cartazes sem o nome da cidade já demonstram o perfil escorregadio e pouco inteligente de muitos deles.

Na verdade, podem ocorrer surpresas em Niterói. Tudo por causa da tal “maioria silenciosa”, que aquela que os institutos de pesquisas não conseguem quantificar ou identificar.

Como assistimos, as eleições americanas ensinam o mundo o que não se deve fazer, sob pena de não legitimar um verdadeiro vencedor. Pelo menos foi isso que consegui depreender.

Só para lembrar à nossa imprensa de baixo humor: em 2000 quando o democrata Al Gore pediu recontagem dos votos por duas vezes, inclusive recorrendo à Suprema Corte americana e até achou que tivesse levado o pleito no bolso, ganhado as eleições sobre George Bush. Apenas em 10 de dezembro, prazo fatal para recontagem, Al Gore desistiu e G. Bush ganhou a presidência por uma diferença de 0,009%.

Hoje a parte da imprensa manipulada e manipuladora, aquela que lhe trata como ignorante e imbecil ao fazer matérias como “Entenda isso, entenda aquilo”, como se fosse sua professora primária, detonou Trump por pedir recontagem e etc.

Não estou aqui apoiando o Trump, que age como se fosse um garotinho que deixou cair o sorvete na calçada. Mas preciso sempre me lembrar desse episódio de 2000 para firmar uma opinião: é normal pedir recontagem nos EUA.

De repente o mi-mi-mi da grande imprensa nacional ultrapassou todas as barreiras do inimaginável. Eu li jornais afirmando que a democracia americana “ficou enfraquecida” e que o país poderia arder em revoltas, ou seja, tratando os USA como se fosse uma republiqueta de bananas sul americana.

E tem gente que embarcou nessa história histérica.

E o histerismo sempre deságua nas piores opiniões. Não custa aguardar o resultado oficial para reconhecer o vencedor?

Para Rodrigo Maia, não. Ele, como mais um que “se acha” o imperador do Brasil, já reconheceu a vitória de Biden.

Afinal, qual a diferença para o Brasil se confirmada a vitória de Biden? Só uma: mudou o nome do presidente dos Estados Unidos. Isso, porque eles continuarão a nos tratar como o quintal deles.