Meu Garoto... Meu Paipai!

Finalmente o jovem deputado Rodrigo Neves pode ter o seu sonho realizado: de ter um pai governador. O governador Sergio Cabral, pelas ações que tem desenvolvido em prol do pré candidato a prefeito de Niterói assemelham-se às ações paternas.

É curioso como um jovem como Rodrigo Neves, que consegue apoios, é empenhado nas suas ações eleitorais, consegue recursos para manutenção das campanhas, desperdice tanto, por pura e desmedida ambição. Ter projetos e ambições é perfeitamente natural, só não pode, é prometer qualquer coisa que seja pedido para angariar apoios, ciente que não irá cumprir o prometido. O que é pior... As pessoas ainda nem pediram e ele vai oferecendo mundos e fundos, sem a menor preocupação ou dimensão do que está fazendo.

Comete erros graves, como afirmar um “já ganhei”, “estou eleito”, “sou imbatível”, quando em eleição só se ganha depois de contados os votos. Já vi muita gente cometer estes equívocos de avaliação e ter muito a lamentar. Quem não se lembra da eleição de 1982, quando a cinco meses da eleição o deputado Silvio Lessa era o “candidato eleito”. Ninguém ousava contrariar tal afirmação. Entretanto, quando abriram as urnas, tudo que ele conseguiu foi um honroso terceiro lugar. Waldenir Bragança se elegeu com vasta diferença de votos.

Derrotas de quem “já ganhou” é pior do que Rodrigo sofreu para Jorge Roberto Silveira na última eleição municipal. Jorge ganhou no primeiro turno, com arrasadora diferença de votos, e de todos os candidatos. Aí, fica mais fácil para os perdedores  aguentar uma próxima eleição sem os efeitos do “já ganhou”, que quando se perde assim, não permite reeleição no pleito seguinte. É quase que uma sentença de morte eleitoral. Só aqueles que já amargaram uma derrota desta monta sabem os riscos políticos e as consequências desastrosas.

Ele insiste em disputar com o seu criador, ídolo e desafeto. Este é o castigo que sofre Jorge Roberto por ter “inventado” Rodrigo Neves. Esta é a verdade: Jorge é o responsável pelo lançamento e projeção deste jovem ambicioso e sem limites. Jorge Roberto Silveira tem hoje a criatura contra seu criador. Mas vai vencê-lo apesar de tudo. E é provável que Rodrigo não chegue ao segundo turno... Mas, Rodrigo tem o seu “pai Cabral” para protegê-lo e estimulá-lo... Apesar de que, não basta intenção e ajuda paterna para que se transformem em votos. Se fosse assim, por empenho paterno, Gegê Galindo seria atualmente o presidente da República.

Rodrigo canta loas e diz ter todos os recursos para se eleger prefeito de Niterói. Nele tudo excede e sobra. Tudo é “over”. Brotam recursos e eleitores de todos os lados numa verdadeira torrente, caudalosa como uma grande cachoeira. E seus efeitos criam ilhas, golfos, enseadas, e deltas. Precisa apenas ter cuidado com tantos acidentes geográficos para não se perder no mapa, ou pior, ser varrido dele, como deseja um poderoso dirigente do PMDB, que o transformará numa miragem, num pássaro encantado e mudo que não canta e não vai cantar mais. E não vai adiantar mandingas, rezas e pajelanças. Eleição se ganha com a vontade do povo, que não se deixa levar pelo “canto da sereia”, uma “mãe da cachoeira” ou “senhora dos ventos”. Pois o vento que venta lá, venta pra longe, e as águas que virão serão para lavar, despir e redimir os justos; confortar os mansos (e que não sejam os cornos) para num canto uníssono dizer “benza a Deus”, não se ganha eleição com falácias, pernadas e fantasias de carnaval. Vestido de rei, quarta feira sempre desce o pano...

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