Laerte e a Ministraaa!

A publicação de uma nota e a foto da ministra Iriny Lopes deu o que falar. Recebi uma infinidade de emails onde grande parte fazia comentários e comparações sobre a sua semelhança física com o cartunista Laerte Coutinho, de 60 anos, que questiona gêneros, recusa as definições tradicionais de homem-mulher, hétero-homo, etc., Ele se apresenta vestido de mulher e defende que não é travesti nem é crossdresser,- denominação utilizada para o homem que gosta de, ocasionalmente, usar roupas femininas como fetiche.

Este fato me fez pensar qual dos dois é mais caricato, guardando as respectivas dimensões e circunstâncias, naturalmente. A impressão que tenho é que, não existindo coincidências, um é a banda astral do outro. O Laerte é o lado liberal, assimila suas dúvidas e incertezas, polariza a sua bissexualidade, adiciona o conceito de “intersex” e “questioning” (“em dúvida” ou “explorando possibilidades”) e rejeita a possibilidade de ser gay.

Eu sei que é confuso e difícil de entender. Se uma alma simples de um sexo único já é difícil de entender, imaginem uma dupla múltipla, facetada e com um flanco astral repartido e que por cima de tudo, virou ministra. É estabelecer parâmetros metafísicos e cibernéticos numa sessão de psicanálise feita num ambiente heavy metal.

Iriny, a começar pelo nome tão incomum, que me lembra algo que range ou som de freio de bonde no contra ferro, é a autoridade hilariante e despótica, só de marra. Autoritária e feiosa é a visão do inferno. Faz-me pensar nesta simbiose psicodinâmica, onde ela se veste como ele e ele se veste como a própria. No fundo, acho que condensando os dois, o desejo de Iriny é ser, da forma mais fashion e feminina, transformar-se em “La Erte”!

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