GVT a Caminho de se Perder

A liberdade de contratar funciona neste país. Mas, estive reparando que o consumidor é quem muitas vezes não consegue ter alternativas para escolher este ou aquele serviço. Dou como exemplo a impossibilidade de escolher outra empresa de energia elétrica. Não há concorrência, portanto, estamos presos e algemados à Ampla. E, por falar em energia elétrica, a jogada da Presidente Dilma de anunciar, antes das eleições, a redução da conta de energia que somente ocorrerá a partir de  janeiro de 2013, foi realmente um gesto altamente eleitoreiro. Na verdade, não se trata de redução no valor da conta, mas de “Devolução” do valor maior cobrado em nossas contas de energia elétrica durante anos a fio.

Enfim, tentam nos enganar e não conseguem. Principalmente o eleitor mais esclarecido. Jamais assisti o PT fazer caridade com o dinheiro dele mesmo. Só faz doações e uso incorreto do nosso dinheiro. O pior é que, de acordo com o julgamento do mensalão que temos acompanhado, não se sabe onde efetivamente este dinheiro vai parar, não é verdade? Voltando à liberdade de contratar, escreverei sobre a Velox, cujo reinado no fornecimento de conexão à internet restou ameaçado pela GVT, aqui em nossa cidade. Estive por muitos anos acorrentado à Oi/Velox, sendo devorado nas conexões e maltratado nos games online onde recebo mensagens dizendo que serei expulso do jogo porque minha conexão é muito lenta e está atrapalhando os outros jogadores. Fiquei sem internet no marcante dia dos pais. A Oi/Velox resolveu fazer uma “manutenção” exatamente no dia dos pais. Será mesmo que programaram manutenção para este dia especial? Blah!

Depois fiquei mais de 24h sem conexão também no último domingo, não conseguindo trabalhar em casa à noite. Dia 17/9 resolvi ligar para a GVT, que está funcionando na Região Oceânica e na contratação da portabilidade, fui tratado como um respeitado consumidor. Contudo, ao receber o email com o resumo do que contratei, verifiquei um erro. Iniciou-se uma verdadeira “via crucis” junto aos funcionários que atendem os clientes da GVT. Meu desejo era consertar um erro na contratação para não ter problemas no futuro. A primeira atendente me pareceu aborrecida. Eram 20 horas e possivelmente ela já estivesse cansada, imaginei. Acabou que ela me deixou ouvindo uma música pop mesclada com propaganda da GVT por mais de 15 minutos. Desliguei e tornei a ligar. A nova atendente chegou gargalhando, possivelmente motivada por algum comentário da sua “colega” ao lado. Não resolveu e mais uma vez fui submetido à musiquinha por outra espera de 15 minutos. Bem, amigo leitor, para você não ficar entediado com a minha excursão ao país dos consumidores maltratados, desisti, depois de 4 protocolos junto a GVT. Concluí que a GVT já começa a se igualar à rival Oi, quando o assunto é lidar com consumidores. O treinamento das atendentes já deixa a desejar e ficar naquela musiquinha de espera por mais de 50 minutos, contando as 4 tentativas de solução, já demonstra que algo está errado e precisa de imediato ajuste na noviça GVT. Tomara que eu não me arrebente na efetiva prestação da conexão à internet, pois sairei dos limitados 2Mb de velocidade da Velox para os prometidos 15Mb, que o vendedor me garantiu que seriam efetivamente fornecidos ao usuário. Assim como o BANERJ contaminou o ITAÚ aqui no RJ, e o Santander destruiu o Real, na telefonia o vírus do desserviço da Oi parece começar a contaminar a GVT e transformá-la numa mini Velox. Com sinceridade, espero e torço que isto jamais aconteça. Cuidado, GVT! Estou com os 4 protocolos nas mãos.

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