Fux no STF


E assim, a semana vai terminando com o “novo” comando do STF, agora sob a batuta do ministro Luiz Fux.

Fux iniciou sua carreira na magistratura em 1982 e depois foi para o STJ.

Dilma Rousseff, então conduziu Fux para o STF no lugar do Eros Grau que se aposentou.

O que podemos esperar do ministro Fux à frente do STF? Resposta: não sei.

O que sabemos até agora é que Fux é defensor da Lava-Jato e que também defendeu a prisão em 2ª instância.

Parece que o ministro é conservador e que gosta do livre comércio e da liberdade econômica.

Para tanto, defendeu a privatização de estatais sem que o Congresso opine e a livre negociação entre empregados e empregadores durante a pandemia.

O ministro Fux, como presidente do STF, vai precisar de muita paciência para conviver num cargo onde deverá chefiar os andamentos do tribunal, organizando a atuação dos seus colegas, pois está muito claro para a sociedade que parte do STF vem, muito possivelmente, “sem querer, querendo”, trabalhando em interesse próprio e com uma lógica partidária.

Mas se o Fux resolver quebrar essa lógica poderá enfrentar a resistência dos “partidários” Lewandowski, Toffoli e Moraes. Cada um cuidando do seu jeito de ser e agradando não sei mais quem, provando que infelizmente não há independência no tribunal máximo brasileiro.

Alexandre de Moraes se vestiu de censor, proibindo a livre manifestação nas redes sociais, o que remete ao pensamento dos militares dos anos de chumbo (70/80).

Lewandowski ficou marcado pela “solução” de dividir a condenação de Dilma no Congresso em duas etapas: impeachment com a manutenção dos direitos políticos. Uma vergonha, não é?

Sobre o Toffoli, nem posso dizer mais nada. Seu próprio passado profissional já diz. Advogado de sindicato e do PT.

O Fux já deu a sua contribuição ao judiciário e à sociedade ao trabalhar com afinco no Novo Código de Processo Civil, em vigor desde 2015.

Quer queira ou não o novo CPC trouxe certa velocidade aos processos, mas depende muito ainda do excesso de recursos e da boa vontade e capacidade técnica dos tribunais pelo país.

Afora isso, Fux sempre esteve em Niterói, onde foi magistrado na nossa comarca e por aqui deixou amigos e até ganhou título de Cidadão Niteroiense.

Já esteve algumas vezes na OAB/RJ Niterói, onde proferiu palestras, sempre demonstrando bom humor e agradável a todos.

Porém, alguns assuntos polêmicos transitaram na vida do ministro Fux. Principalmente a nomeação de sua filha, Marianna Fux como desembargadora do Tribunal de Justiça do Estado do Rio.

O comentário geral nos corredores do judiciário e nos escritórios de advocacia é que a filha do ministro não tinha conhecimento jurídico suficiente para tão alto grau em com tão tenra idade (35 anos à época, 2016).

Muitos falam que houve um “empurrãozinho” do papai ministro Fux e ela está lá, enfim.

Nesses aspectos, vale lembrar que a filha do ministro Marco Aurélio Mello também passou pela mesma situação. A diferença é que foi parar no TRF com 32 anos.

Esse é o Brasil que sei que irá mudar no ano 2142.

Mas o Fux é o presidente do STF pelos próximos dois anos. E, talvez, tire a principal corte brasileira da má-fama perante a sociedade. Talvez...

Rua Cônsul Francisco Cruz, 3 - Centro - Niterói/RJ

2019 | Design By Stilo