Fraudes são Problemas dos Bancos

Os bancos sempre tentaram se esquivar das suas responsabilidades no que se refere ao uso dos cartões eletrônicos, de débito e crédito. Quando havia a famosa clonagem, sempre demoravam a estornar o valor sacado pelo meliante, ou até negando a devolução.

São inúmeras a linhas de defesa dos bancos no judiciário, como por exemplo: achar que o cliente não teve o devido cuidado com o cartão ou senha. Depois, com o incremento dos golpes através de e-mails falsos distribuídos na internet, os bancos já alegaram sua total ausência de responsabilidade pois “o cliente caiu num golpe já conhecido e forneceu sua senha... etc”.

Outra linha de defesa considero bastante interessante. Muitos bancos afirmam que no caso de fraude (clonagem) eles também se consideram vítimas e desejam repartir essa conta com o cliente.

Enfim, prezados leitores, as teorias defensivas são muitas, mas a justiça, em sua maioria dos julgamentos, sempre deu ganho de causa para os clientes.

Neste mesmo esquema, é fácil deduzir que os bancos embutem em suas tarifas todo o prejuízo que possam ter com as fraudes. No ano passado, golpes de todos os tipos retiraram dos bancos mais de R$ 600 milhões. Uma fortuna, considerando ainda os custos para a manutenção de toda uma estrutura de guerra aos hackers e bandidos.

Contudo, se já não havia muita dúvida quanto à responsabilidade, o STJ pelo menos já afirmou que a culpa não é do consumidor, desaguando toda a responsabilidade sobre os bancos.

Até que enfim encontramos um traço de vitória para nós, pequenos mortais, diante dos dragões financeiros.

Bancos vêm fornecendo cartões para todos. Inclusive para marginais que usam documentos falsos e conseguem um cartão de crédito no banco. Fazem compras e não pagam. Seu nome vai parar no Serasa.

Agora, a responsabilidade é dos bancos definitivamente.

Estive analisando e lembrando algumas frases que saem das sentenças judiciais. Um exemplo foi “quem inventou o cartão de crédito eletrônico não foi o consumidor, mas os bancos. Portanto, eles devem ter o cuidado de evitar as fraudes”.

É verdade. Este cartão de plástico que você coloca na carteira e que quando quer usar tem que lembrar de senhas, frases, ler códigos em letras minúsculas escritas em outro cartão, foi inventado pelos bancos.

Com eles, os bancos ganham fortunas incalculáveis, com tantos zeros à direita que nem conseguimos entender qual o números de bilhões e de milhões. Acho que se fosse escrever um cheque com o valor do faturamento dos bancos não teria espaço no papel.

Além disso, está caindo em desuso o cheque tradicional. Raramente assistimos alguém preenchendo um cheque. É coisa do passado.

Compras, agora, ou com cartão de débito, que prefiro mil vezes, ou através da internet em sites conhecidos, claro.

Voltando à decisão do STJ, bancos devem repensar ao tentarem se defender em processo judiciais utilizando a linha da responsabilidade solitária do consumidor.

Quem tem que evitar as fraudes são os bancos. Eles devem defender os consumidores. Afinal, criaram o cartão de crédito/débito? Cuidem de dar segurança ao seu uso. Ponto final.

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