Falha Nossa

Acredito que o compromisso de qualquer pessoa deve ser com a verdade. Somos todos falíveis e vulneráveis, apesar da frequente ilusão humana da impunidade pretenciosa pela auto-indulgência ou pela cultura nefasta do “jeitinho brasileiro”.

Na edição passada, número 67, na página 03, na retranca “Documento”, cometemos um erro. Involuntário e não tão grave quanto alguns poderiam desejar, mas, um erro; e como tal merece uma explícita reparação. Em uma das duas fotos da matéria onde aludimos sobre o ministro Dias Toffoli, por uma erro material, técnico e acima de tudo, por imperdoável distração, distorcemos a imagem. Ou seja: Eram três pessoas na foto, entre elas o ministro Toffoli. Primeiro erramos em não perceber que a ampliação tirava do quadro o ministro, deixando dentro da “janela” apenas o ex-presidente Lula e uma outra pessoa, que é um irmão do ministro. Segundo, aceitamos que uma pesquisa da Internet nos confundisse. Até aí, não passaria de uma pequeno engano, se o irmão do ministro em questão não fosse portador da Síndrome de Down. Este fato faz toda diferença, pois parece, ainda que não seja, a intenção de induzir o leitor a erro, e num raciocínio mais baixo ainda e inconcebível, seria fazer uso indevido da imagem de um incapaz para críticas de caráter político. Longe de nós tal comportamento deplorável e humanamente desprezível. Foi um erro de percepção, de desatenção e de incompetência profissional. Sou o editor deste jornal e trago para mim toda responsabilidade. Por esta razão, peço desculpas aos implicados e aos leitores. Não vejo razão para não assumirmos as nossas dificuldades e incapacidades, ainda que temporárias e circunstanciais. Devemos ser dignos e esta perspectiva jamais deverá se perder. Este fato poderia passar até despercebido pela maioria, como acreditamos; entretanto, em respeito também àqueles que perceberam o nosso erro, estamos nos colocando de frente e pedindo desculpas pelo ato. Não varremos a sujeira para debaixo do tapete e devemos aprender com nossos erros, nos livrando das pueris e desnecessárias vaidades, que somente os idiotas graduados insistem em mantê-las. A vida é vizinha do abismo e poderemos (qualquer um de nós) ser tragados pelo peso das nossas ilusórias convicções. Quero continuar assim: lutando contra meus erros e alertando-me constantemente que o imperfeito é o lado mais humano que temos. E ainda que tropece, caminharemos para frente, pela própria força da gravidade do destino que nos espreita numa esquina qualquer deste mundo, onde apenas a Lei do Carma é suprema e infalível.

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