Explosão da Terra

Com todos os espaços culturais em recesso por motivo do Covid-19, só restou ao colunista enviar para o editor esta crônica. Sei que o assunto é complexo, mas vamos lá! Não é ficção científica. A realidade, cruel, desceu às portas do inferno viral. O incerto e o silêncio pairam nas ruas e arrasam a população de modo geral. Vias desertas, shoppings fechados, aglomerações encerradas, economia retraída, dinheiro perdendo seu curso, recursos evaporados, e, claro, povo atônito. Tensão estampada na face dos menos afortunados. O outono bucólico sangra na engrenagem tardia. Covardia.


O coronavírus revira o planeta terra expondo-o à fumaça. E ameaça. A turbulência, que evapora freneticamente nos mostra o cenário sinistro. Previsto. Diante da pandemia explodindo procura-se, no confinamento, o foco para a autoestima. Restará-nos uma lápide? Nesta luta silenciosa precisamos ficar a distância de metro e meio. Anseio por não resistir. Nos próximos dias (ou seriam meses?) vamos permanecer dentro de casa, lendo, exercitando, lavando, comendo, passando o tempo sem intensas perspectivas. Furtivas. A partir daí, nutrir o diálogo em família. Programar a quarentena diante da pandemia. Saiba que sua vida viralizou de ponta-cabeça. Assim como a minha que permanece represada. Vamos estabelecer, com muita força interior, que tudo isso - em breve - se dissipará.

Queremos de volta nossas vidas, confinadas em quatro paredes, em quartos humildes, no prenúncio da perda... Sobrevivência, antes que tardia. A luta prossegue. Oxalá, assim seja!

#SEMPREJUNTOS .

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