Estudantes Emparedados

Ficou dramática a situação da antiga Faculdade UNIPLI, que foi vendida para a Faculdade Anhanguera, de São Paulo. Virou um tumulto total pelas diferentes formas de agir. A Unipli tinha cursos regulares e dava conta  das suas obrigações em todos os cursos, mantendo o seu papel de instituição séria de educação.

A nova proprietária instalou-se abruptamente, sem nenhum planejamento e com uma linguagem e atitude dignas de uma reprimenda do Ministério da Educação. Elas sucatearam a grade dos cursos, imprimem de forma grosseira os seus métodos de ensino à distância, substituindo professores por sessões de vídeos. Os alunos com seus cursos em andamento protestaram, pois o contrato que firmaram era de uma faculdade presencial e com outra grade de matérias.

No ano passado, a Faculdade Anhangueralevou três meses para definir o valor dos cursos, sob o protesto e cobrança dos alunos desejosos de manter suas mensalidades em dia. Findo este prazo, a instituição invertendo a ordem dos fatos pediu que os alunos fizessem por escrito pedidos de renegociação de débitos, como se eles fossem os inadimplentes. A culpa exclusiva era da empresa, que desorganizada, a cada dia mais se atrapalhava. Partiram para fechar a faculdade de Direito de Camboinhas e novamente impuseram aos alunos que escrevessem um pedido de transferência para a unidade do Centro, como se este fosse um desejo manifesto do aluno e não uma imposição da instituição. Mais uma inversão de valores morais e jurídicos. A instituição não garantiu a continuidade de quem já estava cursando, com vida geograficamente organizada na região, para serem desalojados intempestivamente por um desejo autoritário, para acomodar suas necessidades e gradativamente dissolver a faculdade que existia e implantar o sistema a distancia.

Neste início de ano ainda tentam manobras inconcebíveis, retendo documentações e históricos escolares para evitar as transferências. Alegam que tudo foi remetido para São Paulo, como se os alunos estudassem lá!

E são deslavadas mentiras para impedir transferências e fazer com que os alunos percam prazos de matriculas em outras faculdades, impondo grosseiramente uma gestão confusa, descabida e espoliadora.

Trata-se de uma verdadeira armadilha que a cidade deve rechaçar. O Ministério Público deve ser acionado, para barrar práticas disfarçadas que representam constrangimento legal e estelionato educacional. O aluno compra um produto e da forma mais enganosa oferecem um sub produto, com um discurso arrogante e golpista, subvertendo valores sugerindo “que é uma sorte para todos a Anhanguera estar na Cidade”. Pedantismo puro!

Basta!

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