Este Modelo Perverso

E estes vereadores? Tem gente que não explica a sua presença e nem a despesa que produzem, com seu salário e outros tantos de funcionários, escolhidos não se sabe a que critério, e que também nada produzem. Precisamos urgente da renovação desses conceitos que os mantém, criando o instituto do voto negativo. Ou seja, será possível ao eleitor ir até o Tribunal Eleitoral e votar pela saída do vereador, que perderá o mandato assim que atingir dois terços dos votos recebidos. Para proteção da idoneidade desses votos negativos o nome do eleitor que negar do voto terá o sigilo abolido, e qualquer pessoa poderá ter acesso aos nomes dos votantes. Isso para evitar retaliações de outros opositores. Inclusive o vereador será comunicado sobre cada voto recebido e quem votou negativamente. Sistema “Ou trabalha ou vai embora”.

A questão é que precisamos acabar com o “vereador auto-beneficiário”, ou seja: aquele que nada faz, e quando faz é para tirar benefício próprio. Não é que o autor da ação não possa ser reconhecido como autor do benefício, dito popular. Mas, que ele não faça dessas ações, que são obrigações do mandato, referências e bônus eleitoral. Estes populistas eleitoreiros fazem o óbvio, como providenciar junto à prefeitura um reparo de rua. Isso é um benefício à população, mas, não fez mais que a sua mínima obrigação, pela contra partida do salário que recebe, pago com o dinheiro dos contribuintes, que somos todos nós. Por tanto, não tem favor! Vereador, prefeito, governador, deputado, senador e presidente são todos Funcionários Públicos. Em Niterói tem até vereador que nem isso fez e nunca se ouviu uma fala numa sessão, ainda que fosse sentado e encolhido numa cadeira qualquer do plenário.

Um bom exemplo de ideologia do “tudo por mim mesmo” é o vereador Leandro Portugal. Faz um tipo de Yuppie Araribóia, cabelinho cortado na última moda, roupas aparentemente descontraídas, mas de marcas caras e sapatos de dândi. Um burguesinho desfilante e distraído com os próprios botões. Um conjunto que reafirma a sua superficialidade. Chegou com discurso de oposição e em meia hora já estava no colo do prefeito. Tornou-se “escudeiro, seguidor e imitador do seu ”ídolo”, que tem horas que não sei quem é quem, de tão parecidos como ficaram. Não demorou muito e tornou-se 2º vice-presidente da Câmara articulando um perfil mais socialite para uma estrutura tão rude e de poucos letrados. Leandrinho, como é conhecido, faz um “tipo” bem ensaiado, e muito bem pensado, em benefício próprio, é claro!

Seus auxiliares buscam em comunidades mais carentes uma dificuldade qualquer, como mato crescido, uma calçada desmoronada, um buraco ameaçador... Aí, ele se apresenta como vereador do povo. Irá resolver a questão rapidamente, mas, não sem antes negociar uns votinhos futuros. Vai para estrutura da prefeitura que já está preparada para atendê-lo, e rapidamente, tem buraco tapado, matinho cortado, calçada remendada...

Poderíamos dizer, que beleza de vereador! Busca os problemas para resolvê-los... Se isso não fosse o mínimo do mínimo da sua obrigação, e se não tivesse ali um propósito clientelista e herdeiro da pobreza da política nordestina, com SUDENE e SUDAN, fontes de corrupção e curral eleitoral.

Tenham a santa paciência! Isso não é modelo a ser seguido! E vai certamente se eleger... E para que serve, senão para perpetuar este modelo perverso, onde sobrevive a ideologia do “Tudo Por Mim Mesmo!”. Que desfaçatez...

Rua Cônsul Francisco Cruz, 3 - Centro - Niterói/RJ

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