Estado Herói e Vilão

Está na Constituição que o Estado é obrigado a promover o bem estar da população, além de outros deveres também muito importantes, como garantir saúde e educação a todos, por exemplo.

Contudo, esqueceram de obrigar os governantes e demais políticos de ocasião que os gastos do Estado devem ser bem distribuídos. Neste país campeão mundial de impostos, tal tarefa deveria ser muito fácil, graças ao excesso cobrado. Mas, ficamos sempre devendo. Primeiro, porque a bolsa dos corruptos não deixa um centavo sequer ser bem aplicado. Segundo, porque quando se vê algum investimento, este está quase sempre sendo realizado por amigos dos políticos, custando muito caro (qualquer obra custa quase o dobro do valor de qualquer país), pois apesar do valor mais alto, eles ganham as licitações, o que é incrível.

Vemos o Estado gastar quase um bilhão de reais para reformar o Maracanã, mas faltam macas para os bombeiros ou hospitais transportarem os pacientes.

O que tudo revela é que um importante “João Ninguém” está administrando o Estado de forma muito perversa. O governo que não respeita nem a vida do cidadão não deve nem se importar em gastar mal. Isso acontece em todos os estados do Brasil. Não é prioridade do Estado do Rio.

Vejam que a segurança pública melhorou, mesmo diante de nossas leis fracas, pois temos a sorte de colocarmos em prática um projeto muito interessante, que são as UPPs.

As UPPs salvam vidas, reconstroem o futuro de muitos e têm trazido bons ares às favelas cariocas e seus desassistidos habitantes.

Contudo, o mesmo Estado que promove a vida, também promove a morte. E de forma melancólica, triste e irresponsável. Hospitais sem vagas, com vários  médicos que fingem lá trabalhar, como a imprensa tem noticiado. UTI’s em pouquíssimo número e a distribuição geográfica de hospitais é absolutamente mal feita, sendo tudo concentrado na capital e nas cidades médias.

Não podemos ficar doentes ou ter filhos por aqui. Não podemos sofrer acidentes nas ruas, pois corremos sério risco de ficarmos transitando de um hospital para o outro sem atendimento até morrer.

Poderemos ser assassinados pelo Estado. O mesmo Estado que salva vidas com as UPPs é aquele que nos abandona à própria sorte quando buscamos a vida nos hospitais. Quando não é assim, tenta até nos enterrar vivos, como aquela senhora no hospital de Saracuruna, dada como morta e que a filha resgatou do necrotério.

Para mudar isso, somente mudando a Constituição, responsabilizando o político mal administrador. Mas, para mudar a Constituição, precisaremos do Congresso. E o Congresso é constituído por políticos... É a roda viciada do Cassino Brasil.

Precisamos mudar os nossos votos. Por favor, pensem nisso com seriedade!

Fora Corruptos! Já!

Rua Cônsul Francisco Cruz, 3 - Centro - Niterói/RJ

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