Estética ou Segurança

Em frente à Primeira Igreja Batista, na Avenida Marques de Paraná, existe uma antiga faixa de pedestres, que sempre tem muito movimento, pois dá acesso a muitas instituições importantes, como o Hospital Icaraí. A questão é que ela fica nas proximidades da entrada da Av, Amaral Peixoto e situa-se numa das Avenidas mais movimentadas da cidade e de utilidade vital, incluindo o acesso à Ponte Rio Niterói. Por estas razões o sinal de pedestres é relegado a segundo plano, pela prioridade que o escoamento do trânsito demanda. Para abrir o sinal leva mais de cinco minutos e fecha rápido, para continuar na sua exaustiva função de dar fluxo aos veículos. O pedestre sofre com a demora, incluindo quem vai as pressas visitar um parente no Hospital de Icaraí. Pela grande necessidade caberia uma passarela no local, garantindo a mobilidade das pessoas com a segurança devida. Vejo muita gente, açodada pela pressa e necessidade se expor a uma travessia perigosíssima. Uma passarela que contemplasse a estética e a funcionalidade seria o ideal. Diz-se na cidade que passarelas enfeiam o urbanismo.

Mas, afinal? A quem pertence o município. Quem paga e mantém a cidade funcionando? Quem deverá ter seus direitos garantidos com a segurança de suas vidas preservadas? Que se faça uma passarela leve, esteticamente aceitável. Bastará ser uma via de acesso, ainda que estreita e de pouco volume, Existem muitos arquitetos e urbanistas nessa cidade. Não precisa chamar ninguém de fora para resolver uma questão tão simples e necessária. Se vai abrir precedente, como alguns da prefeitura falam, que se normatize e dê a cada situação o valor necessário. O que não se pode, é em nome da estética atrapalhar e expor a vida do munícipe.

Rua Cônsul Francisco Cruz, 3 - Centro - Niterói/RJ

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