Elogio ou Crítica

Já que nosso país é rico, mas a riqueza de verdade só cai no bolso dos políticos, que por sua vez não querem saber de punição para eles mesmos, o jeito é nos defendermos e mandar ver pelos canais públicos.

Considero este Jornal independente e um dos canais públicos mais sinceros. Elogia e critica a todos, sem distinção de partido e outras agremiações. Aliás, gosto muito daquela frase que o saudoso Carlos Imperial mantinha no alto de sua coluna nas revistas e jornais: “Sem liberdade de espinafrar, nenhum elogio é válido”.

Portanto, nem é bom ficar elogiando muito que acaba estragando. Isto acontece com jogador de futebol, político e cientista.  Basta alguém exagerar nos adjetivos que a pessoa se sente um rei...

Outra que aprendi com anos de observação é a propaganda dos bancos na televisão. O destaque é sempre para o ponto negativo da instituição financeira. O Itaú afirma que é o banco “feito para você”. É exatamente ao contrário. O Itaú é o campeão das arbitrariedades, cometendo absurdos, mexendo nas contas correntes ao seu bel prazer. Cobrando suposta dívida de cartão de crédito numa conta corrente que em nada tem a ver com o cartão. Tarifas indevidas; lançamentos a débito sem justificativa; conta-salário com “bloqueio particular”, ou seja, o Itaú funciona como um pequeno Poder Judiciário, fazendo penhora on line para benefício próprio... Cito aqui o Banco Itaú, mas, verdade seja dita, não é só o Itaú, não.  Quase todos os bancos cometem esses erros e são condenados na Justiça em valores, digamos, ridículos. Eles sorriem ao pagarem uma condenação em torno de R$ 2, 000,00, quando o seu lucro obtido também com a colaboração dos “equívocos” chega aos estratosféricos bilhões de reais. É o que eu chamo de “Indústria do dano moral, que foi criada sem querer pelo próprio Tribunal de Justiça, mas em favor dos bancos”. Para entender melhor, é quando o valor das condenações é tão baixo que se transforma em lucro.  Assim, bancos atacam seus clientes, ganham muito, perdem pouco com as indenizações pagas e acabam não sendo corrigidos, perdendo valor o efeito educativo que tanto se pretendia em sentenças.

Ano passado, quase dei uma derrapada e elogiei a Oi-Telemar-Velox. Quase. Em Niterói, depois de perder milhares de clientes para a GVT por conta da velocidade medieval da conexão de internet, a Oi-Velox funcionou mais “folgada”. Com menos clientes, a conexão deu uma melhorada, mas durou pouco. Rompemos o ano e tudo voltou com a mesma velocidade de cágado de antes.

Para vocês terem uma ideia, jogadores de vídeo game on line, ou seja, que jogam com vários amigos pelo mundo todo, chegam a sofrer discriminação,  pois muitas vezes a conexão é cancelada pelos servidores internacionais, informando que nossa velocidade de conexão é muito lenta e que isso está atrapalhando os outros usuários. Resultado, o jogador tupiniquim da Velox  (poderia se chamar Lentox) é, literalmente, chutado das salas de game. Uma humilhação.

Socorro!

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