Eleições: Cuidado Com o Que Lê Por Aí

A internet foi certamente a maior e melhor invenção do século passado. A rigor deveria ser um benefício seguro para todos, entretanto, mal utilizada por interesses escusos, pode ser um grande risco e causar males indescritíveis. Não adianta lamentar a existência de mal feitores e uso criminoso da internet. Assim como pode ser um meio de acesso rápido à informação e reduzir custos e aumentar nossos lucros, incluindo os existenciais, pode em segundos, arruinar reputações, promover discórdias graves, induzir a erros de prejuízos inestimáveis; e até mesmo promover suicídios, linchamentos e assassinatos. É uma espécie de zona livre, mais pode se tornar uma zona de guerra. Existem milhares de riscos no uso desavisado da internet, incluindo os políticos, elegendo falsos líderes e promovendo a desgraça de uma Nação.

Não há garantias e a fiscalização, seja de órgãos governamentais ou particulares, são ainda insuficientes para o tamanho da demanda. É mais ou menos como uma sessão espírita num centro sem referências. Alguém que fala com você pode ser qualquer coisa, inclusive um gênio do mal. Não há como aferir se quem se apresenta como Joana D”Arc, não é a “Maria das Sete Catacumbas do Inferno”. Na internet é a mesma situação: tudo pode ser ou não... É uma peleja de suspeitas e crenças, com riscos superdimensionados se na ponta da linha está alguém crédulo e ingênuo.

Com a aproximação das eleições municipais brasileiras o risco aumenta. A internet pode gerar a imagem de um pilantra, transformando-o na alma mais honesta do universo. Todo mundo se julga bastante criterioso em relação a seu voto, mas, invariavelmente vemos a grande maioria lamentando o voto que deu a este ou aquele político. Não adianta ter pressa e é necessário ter a humildade de saber ouvir, trocar informações e decidir quando a ideia estiver madura.

Muita gente, passa superficialmente sobre o mais importante antídoto para não errar: chama-se informação, e com apuração criteriosa. É criar o hábito e o benefício da dúvida. Duvidem e apurem sempre as referencias apresentadas. Viver dentro da perspectiva do dito popular em que “nem tudo que reluz é ouro!”

O hábito de “confiar” como explicação e auto apresentação de ser uma pessoa de boa fé, já não mais se aplica. Na crença da boa fé é que se criam os enganadores, falsários e embusteiros. A boa fé, neste caso, é uma elegante desvantagem. Temos que tomar cuidados desde as questões mais elementares até a formação de um conceito de julgamento, baseado em muitas e aplicadas informações. Tudo acontece quando nos desprotegemos. Daí, encare com desconfiança os convives para visitação de páginas por pessoas que você não conhece ou não tem como buscar referências. Convites de desconhecidos devem ser vistos com muita reserva. Se existe um meio de busca de informações deve ser sistematicamente usado. Não tenha preguiça de pesquisar, ou então delete! Nessas oportunidades é que se instalam os “Cavalos de Tróia” e outros maliciosos recursos. Instalam-se na sua máquina com espiões e tudo que você fizer poderá ser relatado. A depender do “intruso”, o mal pode ser maior ou menor. Algumas empresas usam estes “Malwares”, que representam a abreviação de "software malicioso", para simplesmente bisbilhotar a sua vida, objetivando “vender” produtos e serviços, baseados na sua declarada necessidade. É aquele momento que você abre a caixa de email e encontra muitas ofertas de produtos que “intimamente” você procura. Pergunta-se: com adivinharam? Na realidade o intruso fez um mapa das suas necessidades e intenções. Sua vida privada é uma piada, com suas atividades literalmente “jogadas na privada”. Este tipo de “vírus” é mais comum do que se pensa. É preciso observar estas ofertas, principalmente, pois podem de encaminhar para páginas falsas, verdadeiras armadilhas, com vendas mentirosas e que lesam muita gente. O que não falta é gente mal intencionada e emails maliciosos.

E nos perguntamos: qual é a melhor prevenção contra isso? A melhor prevenção é a informação! Um criterioso comportamento que checa tudo antes de sair por aí “clicando” em tudo que aparece.

Tenham sempre o cuidado de estar afinados com a maioria. Usem aplicativos onde se possa saber a origem. Navegadores de internet devem ser sempre os mais conhecidos e usados por todos. Estes ainda que possam ter problemas, são mais seguros. Muito cuidado com os downloads que faz. Nesta pratica de “baixar” algo desejado pode vir muita coisa indesejada na carona do seu desejo.

Cuidado com links no Whatsapp ou em redes sociais. Estes links não apresentam garantias visíveis. Prefira usar links que tenham precedência, como de um jornal ou emissora conhecidos; ou de alguma instituição ou empresa que possa ser facilmente questionadas.

Esta estória de endereços virtuais são sempre suspeitos. Prefira os endereços fixos e aferíveis. Cuidado com o uso de softwares piratas. Dentro deles podem conter um turbilhão de bandidos ocultos.

Outra pratica de desproteção é avisar seus passos. Saiu para almoçar ou para ir a algum lugar, não comunique isto na internet. Este aviso pode ser a senha para invasão da sua máquina por hackers. Esqueça as respostas automáticas: elas podem ser um convite para cibercriminosos. Portanto, nada de dar explicações gentis e desavisadas. Bandido está sempre de plantão.

Não tenha escrúpulos de dizer não a pedidos de amizade de desconhecidos. Verifique a página de quem propõe, veja seus amigos, quem são. Que fotos estão postadas. Cheque as referencias. Diz-se que freqüenta um clube ou uma instituição qualquer, é simples: telefone e pergunte sobre a sua existência e veracidade da informação. Muitos nem existem. São perfis falsos maldosos e cheios de veneno.

Outra pratica comum é usar uma rede sem fio pública para navegar na Internet. O importante é utilizar apenas para atividades sem compromisso, com saber uma notícia, previsão do tempo, a programação de eventos, etc. Nada de transmitir dados importantes, como um relatório bancário ou empresarial. A rede pública não é segura.

Evite sempre a velha armadilha do “clique aqui”. Pule esta referencia se for em lugares que não se tenha a certeza da idoneidade do site.

Agora, o mais grave se refere a questões morais. Os assédios, exposição da intimidade alheia, campanhas de ódio, e até tentativas de golpes de Estado podem ser propostas usando a internet. É preciso ter muito cuidado com a proliferação e disseminação de informações que não se sabe seguramente a sua origem. Uma falsa mensagem, ainda que gere desconfiança, poderá se tornar uma “verdade”, com prejuízos morais, econômicos e até gerar conflitos públicos. É fácil acusar alguém sem provas e aparentes conseqüências; e irá arruinar a vida de alguém. Posto em dúvida, qualquer um terá dificuldade de livrar-se de imputações falsas. Você sabia que, uma vez postado na internet, poderá ficar rastros para o resto da vida? Principalmente em épocas de eleições onde a manipulação política é grande nos meios sociais. Simples mensagens no Whatsapp, reproduzidas em massa mudam o resultado de eleições. O eleitor desavisado é presa fácil para os “marqueteiros de App”. É preciso ter cuidado e atenção, ou viraremos massa de manobra, ou um exercito de zumbis.

Cuidado com o que está posto em redes sociais, que são instrumentos de propagação de mentiras, fatos plantados para enganar e tergiversar conceitos, tanto políticos quanto morais. Diariamente, informações infundadas são divulgadas pelas páginas de Facebook, Instagram e Linkedin, com o objetivo de prejudicar determinado político que têm inimigos e desafetos. O Estado tem obrigação de conter estas práticas, mas todos sabem da sua insuficiência. Por esta razão a nossa responsabilidade social cresce, pois somente a nossa rejeição a estas práticas poderá minorar os efeitos maléficos e construirmos eleições mais equiparadas e igualitárias neste pais.

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