Educação 2.0

Todo mundo sabe que a educação na era da tecnologia passa por mudanças muito mais lentas do que vistas em outros segmentos. Entretanto, executivos da área garantiram, durante evento promovido pelo CreditSuisse na última terça-feira (28), que elas seguem contribuindo para o aperfeiçoamento de alguns processos.

De acordo com o especialista David Peixoto, o erro no setor custa muito caro e o os avanços são utilizados apenas para complementar os recursos já existentes – criando instrumentos para melhorar a performance do aluno.

Em um cenário onde a tecnologia modificou as relações e o espaço físico, a sala de aula permaneceu no mesmo formato durante os últimos 20 anos ao ponto que pouco mudou na relação aluno-professor, embora este tenha que disputar atenção cada vez mais dispersa de sua turma, envolta por aparatos tecnológicos.

Embora estudiosos da educação apontem que existem áreas mais suscetíveis a incorporação de tecnologia, não acreditam que esta sirva como substituta da presença do professor. Pois, os pais têm a necessidade de sentir que o filho está sendo bem acolhido na escola e, por essa necessidade, o setor precisa de um tempo maior para evoluir e seguir o mercado.

É perceptível a transformação pela qual os alunos passaram, criando um desafio muito grande para o profissional de educação, que é entender a cabeça desse novo jovem, que vem totalmente programado, com uma forma de raciocinar completamente diferente e, se o gestor ou o professor estiver distante desse público, a formação acontecerá de maneira falha.

Estudiosos apontam ainda que é preciso ter cuidado durante a inserção da tecnologia no contexto educacional, para não causar impactos negativos no processo de formação, pois algumas delas possuem um caráter mais comercial que pedagógico.

Para o futuro, é almejado a criação de um ecossistema que utilize dos dispositivos tecnológicos para gerar engajamento e transformar a figura do professor em um facilitador, que entenda a realidade de cada aluno e leve para a sala de aula ferramentas que permitam o desenvolvimento de habilidades sócio-emocionais.

David Peixoto ainda pontua que é preciso pensar a tecnologia no setor como inovação, que promove mudanças na estrutura curricular e a inclusão. “A evolução é vantajosa e, com ela, conseguimos customizar os conteúdos e grupos que no modelo padronizada eram excluídos”, acrescenta. Será que estamos a caminho de uma educação pautada em novas tecnologias?

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