E Ela Venceu

Num país de tantas nulidades e descalabros, onde o guardião se confunde com o agressor e as leis tem matizes diversas para cada cidadão como se verdade fosse mutante, ver uma pessoa como a Ministra Eliana Calmon  vencer, parece até ficção. Mas prova que se houver rigor, como este de mulher destemida, os resistentes se agitam, mas, a grandeza da verdade os intimida e eles recuam. Refazem o texto, recolhem os gritos e fala como os mansos. Tornam-se voláteis. É como se de repente esquecessem a arrogância vaidosa e certeira, que nos insulta diariamente e nos faz perder a crença no que é certo e direito.

Orgulho-me de ser do mesmo lugar de onde vem a respeitável Eliana Calmon. Orgulho-me de ser seu contemporâneo e seu admirador maior. Certamente nas nossas adolescências olhamos o por do sol de Salvador, brilhando como a certeza do que é justo e derradeiro, e sonhamos um dia poder levantar a voz, e com o dedo em riste fazer tremer os ímpios como se exorciza o mal.

Sempre achei que a nossa cidade embutia uma sentença no seu nome. “Salva minha dor”.

Devolveram a ela o que tinha mais direito: o estabelecimento da verdade.

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