DIZ pra mim... (que eu conto)


Luís Antônio Pimentel - 29 de março de 1912 / 06 maio 2015


Hoje nos resta a imensa saudade do mestre e amigo da cultura niteroiense. São seis anos da sua partida, e ficamos - todos nós - com um vazio no coração. Esta saudade retratamos e registramos agora na edição do DIZ de março de 2021.

“Resgatar um passado. Informar no presente. Preservar pro futuro”. - palavras do saudoso engenheiro José Chacon de Assis na apresentação do livro ”Topônimos Tupis de Niterói”, 3ª edição de 2001 pela TRAÇO & PHOTO Editora. Niterói (escondido, oculto, água). Água escondida, água oculta. Antigo nome da Baía de Guanabara.

Autor de inúmeros livros, com destaque para “Ciranda, Cirandinha”, “Contos do Velho Nippon”, “12 Dias com Leviana”, “A Ovelha e o Pastor”, “Cantigas Para o Povo”, “Estuário”. Foi o introdutor do haicai em Niterói, conquistando inúmeros adeptos da poesia nipônica. Pimentel foi o primeiro autor brasileiro a ter um livro editado no Japão, onde morou por quase cinco anos. Sem queixas ao lado das gueixas!


Deixamos aqui a nossa singela, sincera e carinhosa homenagem ao jornalista, historiador, compositor (tem música gravada por Carmen Miranda!), pesquisador e poeta Luís Antônio Pimentel. Que todos nós possamos manter viva a memória deste miracemense que adotou Niterói como sua ‘cidade sorriso’.

É assim o processo cultural de quem acreditou na manutenção viva da memória de um povo que soube conservar suas verdadeiras tradições.

Ao mestre Luís Antônio Pimentel, nossa eterna gratidão!