Direito Ferido

Está certo que a situação é grave, que todos devem colaborar para minimizar o desgaste e risco da coletividade, mas, existem questões que superam estas expectativas. O direito individual deve ser respeitado. O prefeito de Niterói, em que pese alguns acertos agindo em benefício dos munícipes da cidade, tomou uma atitude que fere o direito de ir e vir de cada cidadão brasileiro.


Como ele determinou que ninguém, de outros municípios, poderia entrar em Niterói, esqueceu-se que o SUS é um sistema de saúde integrado e de direito e uso de qualquer cidadão brasileiro. Ele não tem autoridade para impedir as pessoas usarem os hospitais do Estado, seja ele de São Gonçalo ou do interior do Piauí ou do Paraná.

No meu caso, tentaram me impedir de entrar em Niterói. Mas, tenho outros direitos e agravantes. Embora seja morador de São Gonçalo, trabalho no Centro de Niterói, possuo um Plano de Saúde que as melhores referências hospitalares estão em Niterói, além de ter uma filha e neto, moradores deste município. Com tantas ligações e direitos, como me impedir de entrar na cidade?

Nessa proibição fico impedido de usar o meu Plano de Saúde, de trabalhar no meu emprego? Trabalho numa farmácia que é serviço essencial e sou o gerente.

É claro que consegui passar na barreira e o prefeito autoritário recuou dessa decisão de fechar a cidade por orientação do Ministério Público. Mas, o constrangimento de centenas de pessoas que foram impedidas de entrar? Este prefeito é maníaco por trabalho e marketing; e como todo exagerado, toma medidas duvidosas, e como tem gosto pelo poder e mando, vai se animando e acaba estragando as medidas corretas do início. Ele é compulsivo e vai se empolgando, e embriagado nas aparições de poder. Vai tomando uma medida atrás da outra até ferir o direito das pessoas.

Rua Cônsul Francisco Cruz, 3 - Centro - Niterói/RJ

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