Diante do Inacreditável

Já vi muitas coisas na vida: boas e más. Sou um espectador atento de tudo que passa, ainda que muitas vezes seja divergente. Mas, nesses tempos de pandemia vi o que não gostaria ter visto.

Quanto vale a vida de alguém? Alguém que você não conhece, ou não, mas é conhecido por seus pares, filhos, parentes, aderentes e amigos virtuais. Parece absurdo, mas tudo faz sentido. Até os conhecidos e os virtuais.

De sã consciência, como posso aceitar alguém convocar a imprensa para acusar colegas, profissionais de saúde, (médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e auxiliares), de conspirarem deliberadamente, destruindo todos os valores éticos, o juramento profissional, para o exercício cruel da morte; acusando-os de deliberadamente, entubarem pacientes para depois diminuírem o abastecimento de oxigênio, para que estes pacientes morram para aumentarem as estatísticas de morte. E somente com o propósito de criar dificuldades para o presidente da República! Absurdo!

Que tipo de delírio ideológico leva pessoas, aparentemente normais, a fazerem atos hediondos como esses? Como imaginar, (e o pior, acreditar,) que médicos, enfermeiros e auxiliares, dos mais diversos pontos do país, se uniriam para cometer um genocídio brutal; para simplesmente atentar contra a estabilidade de um presidente, que é incapaz de gerir uma crise sanitária, e que demonstra total falta de apreço a quem quer que seja, pensando apenas nos seus objetivos eleitorais.

Quanto ao Bolsonaro, não há qualquer dúvida: ele não sente culpa, não tem empatia e só enxerga a sua reeleição. E dane-se o resto, ainda que esta desqualificação seja o povo brasileiro.

Psicopatias deveriam ser monitoradas para casos de eleições indevidas. Deveria existir um teste de sanidade mental para aqueles que desejarem exercer cargos políticos. Quantos presidentes ou reis loucos tivemos? E que resultados geraram? Ou alguém se esqueceu da Rainha “Louca”: D. Maria I, (Rainha do Reino Unido de Portugal), Arthur Bernardes, Delfim Moreira, Jânio Quadros, ou do desvario político de Fernando Collor e das declarações absurdas e delirantes da Dilma Rousseff? Alguns imaginam que loucos são os que rasgam dinheiro e mordem a própria perna. Ledo engano! Os psicopatas são socialmente ajustáveis, muitos são sedutores, manipuladores, e perversos. Convivendo livremente, apesar de perigosos. Passarão despercebidos quando inspiram paixões, que normalmente cegam e impedem juízos de valor, coerência e crítica sensata.

Bolsonaro lembra-me Pedro Collor, (irmão de Fernando Collor de Mello) batendo com a cabeça na parede ao ser contrariado. Que Deus “acima de tudo” tenha piedade da Nação brasileira.