Desencantamento

Está claro o desencantamento do eleitor brasileiro, com reflexos claros na cidade de Niterói. Em todos os grandes centros existem focos de resistência, até para se falar de política e muitos pregam até o voto nulo. O eleitorado, mais comumente o instruído, está descrente e sem paciência para ouvir declarações e discursos. De certa forma, leva vantagem o candidato novato e que tenha boa fluência e capacidade de síntese para apresentar propostas. Acima de tudo, tem que ter boas propostas. Caso contrário, após umas quatro frases mal elaboradas, são sumariamente “deletados”. Já presenciei um candidato sem expressão, sem consistência e repetitivo, ficar “falando sozinho”. Os jovens, na sua maioria, foram dando as costas e se retirando. As práticas de convencimento, como mensagens telefônicas, não chegam ao menos, a serem ouvidas. Ninguém fica no telefone ouvindo mensagens. As redes sociais, apesar de formadoras de opinião, ainda não atingem a uma gama de eleitores que possam mudar o curso de uma eleição. São importantes, na perspectiva de uma classe mais abastada, mas, nem sempre muito politizada. Os jornais, pela lei eleitoral estão limitados, com número de anúncios para cada candidato e limites de tamanhos. Esta será a campanha referenciada pelo “corpo presente”. O candidato com capacidade de fazer contato, corpo a corpo, com boas propostas e bom de conversa, vai quebrar a resistência. Fora destes parâmetros, adeus...


O Medo do Voto Nulo

O preocupante é esta pregação pelo voto nulo. Não se vai conseguir alcançar os tais 50% mais um. Menos gente votando, piores elementos com chances. Isso, só enfraquece o contingente de votos e beneficia os maus políticos. Aqueles que trabalham nas sombras e que deles, nem campanha se vê. Estão com uma mala cheia de dinheiro para despejar no dia da eleição. Vão comprar votos, com a maior cara de pau. Com pretextos de contratações para trabalhar na “boca de urna”, fazem acertos, mesmo!



O tal pagamento no final da eleição está condicionado aos boletins da área. Tem que aparecer certo número de votos, que na pior das hipóteses, representam o número de pessoas contratadas. Ou seja, pelo menos o voto do contratado tem que aparecer na urna. Daí, a importância de escolher um candidato e votar. Tem muita gente ruim concorrendo, mas tem muita gente boa também. A pergunta a se fazer é simples: Vou me omitir e deixar que mundo se acabe na mão dos ratos a roubar os impostos que pagamos?   Voto nulo é insuficiente para a nossa realidade atual. Escorregadia, despolitizada e cheia de interesses e conveniências.


A Importância do Voto


Temos que nos envolver, opinar, escolher e cobrar. Escolha alguém que você tenha acesso e tenha a certeza que vai achá-lo depois da eleição. Político bom não foge, atende telefone e dá satisfação aos eleitores. Na verdade, o mandato pertence ao povo. É uma delegação que passamos para alguém para tratar dos interesses comuns. Por tanto, o seu voto é parte deste mandato. Você tem direito de questionar e cobrar promessas e afazeres de referência do cargo. Isso não é brincadeira e nem meio de vida para desocupados e pilantras. Um mandato, seja ele qual for, deve ser partilhado e fiscalizado. Sabemos do desalento e da cantilena do “não adianta nada...” Todos fazem a mesma coisa e fogem de você depois de eleitos. Muito bem... Se isto já te aconteceu, não vote mais na mesma pessoa. Esta é a forma de puní-lo por não ter cumprido o prometido. A migração do voto para outro candidato será o aviso e castigo. Quem não cumpre promessa não deve ser votado. Político sem palavra e que só é amável durante a disputa deve ser colocado para fora. Vamos fazer um experimento de compor uma câmara com pessoas de bom nível e que tenham responsabilidade pelo que dizem e praticam. O nosso voto é a nossa arma. Use-a bem. Saiba que com aquela aparente insignificância numérica, você poderá estar fazendo a diferença e mudando a história.

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