Coronavírus e Pandemias

De acordo com a história, a humanidade sempre passou por crises, guerras e grandes epidemias, as pandemias. As pandemias já fizeram bilhões de mortos no planeta Terra. E acho até que, caso não tivessem existido, o planeta já teria exaurido todas as condições para alimentar a população mundial.

Os números assustam e precisam ser comparados com a população da época e o tempo em que a pandemia vigorou. Por exemplo, me assustei ao saber que a tuberculose matou 1 bilhão de pessoas em 100 anos, entre 1850 e 1950. Já a peste negra (bubônica) matou 50 milhões. Mas acontece que foi nos anos 1300 a população mundial era de 370 milhões. Dá pra imaginar o tamanho do problema. O coronavírus pode se transformar numa pandemia? Sim. O risco é grande e pode ceifar a vida de muitas e muitas pessoas. Uma coisa é ser contaminado e morar nos Estados Unidos. Outra é contrair o vírus morando em Madagascar. E se acontecer no Brasil, como se espera que aconteça? Sinceramente, não consigo imaginar um cenário muito bom porque a contaminação geral vai depender das condições de higiene porque o vírus transmite com muita facilidade. Como a maioria da população mundial, temos hábitos de cumprimentar apertando as mãos ou abraçando, dando beijos e etc. E é nessa hora que o vírus vai circular. Imagine no Carnaval naqueles blocos imensos com todo mundo juntinho, em contato e no calor, dando todas as condições ideais para a disseminação do coronavírus. Se fosse um folião, iria fantasiado de enfermeiro, com máscara e luvas. Voltando à seriedade do momento, já era hora de voltarmos a adotar o uso de álcool em gel em locais públicos, como fóruns, rodoviárias e aeroportos, bancos e etc. Lembro que isso segurou muito a disseminação do H1N1 aqui no Brasil. Espero que o SUS já esteja se preparando para a epidemia e que também os Planos de Saúde estejam montando uma estratégia de atendimento, consciente de gastos para não encerrar as portas de algumas operadoras menores e mais frágeis financeiramente. Já li que será inevitável. Li também que o coronavírus é pior que o H1N1 e mais agressivo que a gripe suína. Manter a calma é importante, com dizem. Mas ser precavido é muito melhor. Tenha cuidado com idosos, crianças e pessoas com fragilidade respiratória. Muitas histórias estão surgindo, principalmente na internet. As fake news sobre o coronavírus estão bombando no Whatsapp onde até indicam chá de erva-doce, imagina. Ocorre que ninguém explicou como evitar locais fechados como a estação do Catamarã, por exemplo. Ou pegar um ônibus lotado com as janelas fechadas por causa do necessário ar condicionado.

Também não sei o que fazer se chegar ao hospital e ficar horas naquela sala fechada junto com muitos outros à espera de atendimento, como infelizmente é bastante comum no Brasil. Muitas medidas emergenciais estão sendo tomadas na China, provável nascedouro do vírus. Existem cidades totalmente isoladas por terra, mar/rio e ar. Proibiram jogos em estádios, piscinas públicas entre outras medidas para evitar aglomeração de pessoas.

Só sei que o problema é sério demais, como me disse um amigo médico.

Sinceramente, para não escrever aqui que o jeito é rezar, melhor mesmo é viver com cautela, sem exageros e torcer para a criação rápida de uma vacina e que as vitaminas e uma vida regular sejam suficientes para agüentar o tranco da epidemia do coronavírus.

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