Convenientes Interpretações

Quando alguém quer que a realidade se transforme e se dê uma visão pessoal e tendenciosa, é simples: É só usar o máximo de maldade e sofisma. O fato de o Bolsonaro ter escolhido o número 38 para a o seu novo partido, deu chance aos opositores de interpretar à maneira deles e associar a escolha a um calibre muito popular. Associaram o número do partido à beligerância e o uso das armas.


O presidente saiu-se bem na sua resposta dizendo que o 38 é apenas a uma referência dele ser o 38º presidente da República. Mas, não foi o bastante para acalmar os seus ferrenhos e beligerantes opositores da esquerda extremista. E na faina de atacar os opositores esqueceram-se de raciocinar em relação a outros partidos, inclusive de esquerda, como é o PDT. O seu número é o 12. Seria, por acaso, uma alusão à espingarda 12 que é a mais destrutiva e potente de todas? Seria o 15 do MDB uma referência ao fuzil AR-15, o PSDB estaria afinado com o 45, do Colt 45, o famoso quebra osso?

Mas, vão dizer que no caso do Bolsonaro, por ele ser um ex-militar e mostrar-se simpatizante aos armamentos, inclusive de civis, foi intencional! O Bolsonaro faz sinais de saudações como se estivesse atirando...

Tudo bem... O Bolsonaro é isso aí mesmo. É tosco, rude, truculento... Mas, não manda matar opositores, (pelo menos que saibamos), nem manda queimar arquivos vivos, nem dissimula ternura; mas por debaixo dos panos, fazem sumir do planeta os Celsos Daniel, Toninhos do PT, e outros tantos que não sabemos.

Nem Bolsonaro ameaça ninguém com “Exército do Stedele”, forças do MST, e outras aberrações sócio-jurídicas.

O problema é de que ângulo se olha a questão. Depende de quem faz a afirmação.

Costuma-se endeusar assassinos frios, contumazes, homofóbicos, machistas e cruéis, romantizando comportamentos deploráveis como os de Che Guevara, o Robin Hood da guerrilha sanguinária.

Fica bonitinho. É tudo pela revolução marxista! Põe no paredão!

A moral e a ética, voláteis e sub-reptícias, mas apresentadas “sem perder a ternura jamais”...

Afinal, depende do lado que se está. Mas, dito assim, “direto e sem ternura”, é inaceitável. Afinal, não tem o crédulo perfil universitário adolescente, cheio de “esperanças” para um sistema que é igual para raia miúda e benevolente, abastado, luxurioso, e cheio de vícios para quem manda na manada.

Pode se discordar de tudo, menos do pensamento único e mantenedor de poderes aviltantes e autocráticos. Ditadura é ditadura, seja lá de que lado for. Existem as mais duras e ruidosas e outras ainda mais sanguinárias, mas que tem cheiro de mel alucinógeno, cheios de ternura de crocodilos vorazes, cooptando aqueles que poderão ser os próximos sacrificados “pelo bem de todos”, especialmente os tarados que mandam na manada entorpecida.

Dêem-me licença. O buraco é mais em baixo!

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