Bancos. Uma Espécie de Covid 19


Sempre escrevi aqui que os bancos não têm identidade humana. Essa história de ficar assistindo aos comerciais de TV com aquele pianinho tocando música agradável e que levam você a achar que tudo é belo, é, na verdade, uma armação para tentar fazer você acreditar que o banco é seu amigo, seu companheiro, seu... Etc. de bondade.

Ledo engano.

Se um banco comercial fizer com ele mesmo o que ele faz com seus correntistas teria falido em dois meses.

Um banco visa lucro e, claro, isso não é problema nenhum, se a maneira como ele obtém esse lucro vem da desgraceira financeira de outrem.

Um banco comercial no mundo tem uma função basilar muito bem desenhada que é emprestar dinheiro e receber cobrando juros. Básico, histórico e que visa um bom lucro.

Aqui no nosso Brasil, os bancos vivem de diversos “produtos”. O primeiro deles são as tarifas.

Quase sempre muito caras, e só engordam os cofres dos bancos sem qualquer esforço por parte desses. Ficam recebendo e recebendo. Como um famigerado caça-níquel de cassino, que jamais irá premiar alguém.

Outra questão, está sempre na diferença entre o percentual da aplicação financeira, a inflação e os juros que cobram do cheque especial e outros empréstimos. A brutal diferença faz com que os bancos embolsem montanhas de dinheiro. Mas, eles culpam a inadimplência como fator da alta dos juros.

Isso tudo sem perceber que são exatamente os juros extorsivos que causam a grande parte da inadimplência.

O Brasil também peca no quesito liberdade comercial para os bancos.

Nunca vi o Banco Central afirmar que existe um cartel dos cinco bancos de varejo em operação no Brasil. São cinco bancos para 230 milhões de habitantes. Uma concentração que nenhuma economia capitalista e democrática no mundo permitirá.

E com tudo isso escrito acima, os bancos mostraram mais uma vez as suas faces do mal.

Acabei de ler um comentário de um economista na internet dizendo, que por conta da pandemia do Covid 19, o governo disponibilizou bilhões de reais para os bancos emprestarem aos pequenos e micro-empresários. Porém, esse dinheiro jamais chegou ao destino devido às barreiras encontradas pelos tomadores de empréstimo.

Os bancos estão exigindo uma série enorme de garantias para emprestar dinheiro nesses tempos de pandemia.

De costas para a nação nesse difícil momento, eles só emprestam para quem não precisa, já repararam?

Afinal, nem o nosso prefeito Rodrigo Neves, que soltou aquela fake-campanha do “Niterói Supera”, ajudou.

As empresas niteroienses estão tombando por todos os cantos. O “programa” Niterói Supera ajudou apenas a um pequeno grupo de pequenas empresas, já que o dinheiro estava nas mãos do Banco do Brasil e o prefeito tentou um programa que se mostrou totalmente eleitoreiro, já que serviu apenas para propagar o que não lhe pertence: dinheiro que está preso nas garras do Banco do Brasil.

Um factóide que nenhum niteroiense merecia.

Sabe o que um banco faz para lhe ajudar hoje? Entrega uma pá para você cavar a própria sepultura (e depois cobra a devolução da pá com juros extorsivos).

Rua Cônsul Francisco Cruz, 3 - Centro - Niterói/RJ

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