Agora? Como Recomeçarecomeçar?

Os números das notificações da Covid 19 variam muitos nas regiões brasileiras além de não apontarem definitivamente para o fim da pandemia. E eles vão continuar variando, possivelmente até o final deste ano de 2020. Entretanto, a questão não é se vai haver contaminação ou não. A questão é não permitir que o número de infectados se espalhe de tal forma que não haja infra estrutura suficiente para tratar a todos com eficiência, medicamentos, leitos e principalmente leitos de UTI. Vamos continuar enfrentando casos aqui e ali, mesmo daqui a seis, sete meses. Enquanto não tivermos uma vacina testada e reconhecidamente eficiente, sempre teremos chance de ter alguém se contaminando. Ainda não se tem certeza que aqueles que já foram contaminados se tornem imunes, ou pelo menos, por quanto tempo estes anticorpos permanecerão com um escudo seguro.

Ainda temos muito para aprender e lidar com as novas formas de comportamento social que permitam o funcionamento da economia e que as profissões possam fluir plenamente. Que serão necessárias novas formas de conduta, isto ninguém tem mais dúvidas. Como serão ainda é algo a se praticar e corrigir suas rotas.

A flexibilização da quarentena já começou em muitas cidades, algumas com mais dificuldades e possíveis retrocessos, mas, temos que retomar as nossas vidas profissionais e um possível convívio social. O que ainda não sabemos é o nível de intensidade e velocidade dessa “retomada”. A verdade é que depois desses três meses de recolhimento muitos de nós nem sabe por onde começar. É claro que as regras rígidas de higiene, máscaras, evitar contatos próximos e aglomerações são inevitáveis e imprescindíveis. Mas, existem muitas diferenças sutis e dúvidas. E aí reside a maior questão; e vamos raciocinar para tentarmos facilitar os raciocínios.

1 - Para quem tem emprego público, guardando as proporções e regras de cada tipo de serviço, já está em andamento a “normalização”. Quem conseguiu manter e ainda ter um emprego fixo vai também seguir as regras ditadas pelas empresas, e vai retomar a atividade orientada.

Para quem tem um pequeno comércio ou empresa prestadora de serviços a retomada vai ser dimensionada pelas possibilidades existentes. Para quem conseguiu se incluir em algum programa de ajuda financeira dos governos deve observar com cuidado o uso desses recursos. Por se tratarem de empréstimos, é bom lembrar que apesar dos prazos eles terão que ser pagos. Algumas ajudas foram doações públicas, como o pagamento de metade de salários de alguns funcionários. Ainda bem que existiram e possibilitaram a manutenção de muitos empregos. Mas, não sabe ainda por quanto tempo poderá ser prolongada.

Para as pequenas empresas que não obtiveram ajuda financeira e certamente estão com caixa apertado, deverão fazer com que “cada centavo” ainda existente renda o máximo possível. É reabrir em regime de pós guerra, e atuar como os círculos d’água de uma pedra jogada no lago. Se comunicar com quem está mais próximo e que represente o menor custo. Devem começar avisando aos seus clientes mais constantes e conhecidos. É pegar o telefone e avisar que estão funcionando, mandar um Whatsapp, ou avisar no Twiter. Se não tem os contatos, recorram às Redes Sociais e façam um post de “aviso de funcionamento”. Muita gente ainda vai levar um tempo para sair de casa normalmente, e se não circulam, não sabem dos acontecimentos. Precisam saber e serem motivadas a voltar a usar os serviços, ou às compras. Quando falarem com esses clientes que retornaram, não se acanhem em pedir que eles avisem a outras pessoas sobre o funcionamento. Estas medidas, aparentemente domésticas, são muito eficientes nesses momentos de dificuldade. As pessoas também estão ávidas por retomar antigos hábitos. Todos lidam melhor com aquilo que já conhecem.

2 - Para aqueles que perderam o emprego ou aqueles que trabalham por conta própria, e invariavelmente os recursos acabaram, é hora de se despir de qualquer acanhamento e declarar abertamente a dificuldade e a necessidade de ajuda. Falem com parentes e amigos e se ofereçam para trabalhar em qualquer função. Nestes momentos não dá para fazer escolhas e exigências. Primeiro nos seguramos em qualquer “taboa de salvação” e conquistamos algum recurso financeiro. Depois, buscaremos com calma a retomada do lugar anterior. Os tempos mudaram e os conceitos também. Quem não tem nada, qualquer ganho é lucro. Vá à luta e não questione e nem lamente o perdido. A recuperação virá e todo esforço será recompensado.

3 - Será necessário um esforço conjunto para que tudo volte a funcionar. Criamos um pensamento guia que o ideal e que se torne uma norma de conduta social. Irá ajudar na recuperação e as pessoas deverão se ajudar mutuamente. A ideia é: “Indique, Facilite, Compre e Venda com os Amigos”. Na nossa sociedade defensiva, até aqui, a maioria sempre teve receio de indicar pessoas para cargos e serviços, temendo um insucesso, ou desacerto do indicado, temendo ser responsabilizado. Está na hora de ser mais generoso e cooperativo. Indique alguém para um emprego ou serviço. Recomende uns aos outros. Se houver boa vontade, a inércia será quebrada.

4 - Seja proativo e prospectivo. Ouse mais! Use a causa da recuperação econômica para propor negócios e oferecer serviços para quem era considerado inatingível. Esqueça o receio. Encoraje-se e faça contato. Você nunca saberá os resultados se não tentar. Aposte no improvável. Em momentos como este de agora tudo será possível.

Os Perigos

Existem muitos perigos nessa nova trajetória, mas, subsistem dois mais importantes e danosos. O primeiro é relaxar a vigilância da Covidd 19. O convívio com o perigo de contagio naturalmente irá se incorporar ao nosso cotidiano, e é a hora que costumamos banalizar a ameaça. Esta é a hora pior. É o momento em que nos distraímos e baixamos as nossas armas de defesa. Lembrem-se que por mais que desacreditemos no contágio, ele sempre poderá nos surpreender. Aí, inicia-se um novo problema e de proporções e resultados imprevisíveis.

O segundo e tão grave quanto, resume-se numa palavra: “desânimo”. Sabemos que tantas e agressivas situações nos rondam ou efetivaram os ataques. Perdemos parentes e amigos muito importantes. Esses traumas no impulsiona ao desânimo e por conseqüência a inércia. Não podemos permitir que o desânimo nos tome e abata. Esse é o pior quadro em toda luta pela recuperação e sobrevivência. Reaja! E vamos em frente. Esta guerra ainda vai levar tempo. Mas, o importante é não se entregar. Que tenhamos boa sorte.

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