Adroaldo Peixoto: Comigo Vai Ser Diferente

Adroaldo Peixoto Garani é advogado, formado pela UFF, onde também cursou letras, empresário e jornalista (membro da Associação Brasileira de Imprensa-ABI). Atua politicamente desde 1970, quando presidiu a Casa do Estudante Fluminense, em Niterói. Foi deputado Estadual pelo PDT e presidiu a comissão de emancipação de municípios; onde foram emancipados Rio das Ostras, Iguaba Grande, Macuco, Aperibé, Areal, São José de Ubá, Levy Gasparian e Pinheiral.

Foi superintendente da CERJ - Companhia de Eletricidade do Estado do Rio de Janeiro, participando dos programas "Uma luz na escuridão", e "Luz no Campo", levando energia elétrica à população rural. Presidiu a Imprensa Oficial do Rio de Janeiro, implantando o "Projeto Novos Talentos", editando livros de novos escritores. Durante sua gestão foi criado o "Museu da Imprensa Brasileira”. Foi ainda subsecretário Estadual de Transportes e presidente da CODERTE.

De volta à ALERJ num novo mandato, em 2005, foi o autor da lei que demarcou o perímetro definitivo do Parque Estadual da Serra da Tiririca, transformando a área em reserva ambiental.

É membro do Conselho Fiscal da Câmara de Comércio Brasil-Itália do Rio de Janeiro e foi agraciado com o título de “Commendatore”, honraria concedida pelo presidente da República Italiana, Giorgio Napolitano.

Adroaldo iniciou sua carreira como livreiro ainda muito jovem, criando a primeira banca de livros na Livraria Universitária da Universidade Federal Fluminense (UFF) durante a crise do papel. Posteriormente, fundou uma rede de livrarias- (Livraria Romanceiro, Travessia e Panorama), bem como uma editora na cidade de Niterói, com diversas obras publicadas. É também coautor da obra: “Tudo o que você precisa saber para comprar seu imóvel com segurança”, ao lado do professor Gilson Carlos Sant'Anna (UFF e UGF) e do livro “Feminicídio”, sobre violência contra mulheres.

É casado desde 1987 com a professora Maria do Carmo dos Santos Garani e pai de dois filhos, João e Plínio.

DIZ: O senhor esteve afastado da política nos últimos oito anos. Qual a razão de voltar, diante de um quadro de pouca credibilidade dos políticos e de inúmeras dificuldades, candidatando-se a um cargo executivo de grande responsabilidade?

Adroaldo: É exatamente por esta carência de homens públicos afinados com a ética e a prática republicana. Dediquei-me durante anos à política, exerci mandatos de deputado, subsecretário de Estado e dirigi empresas públicas, sem ter nenhum questionamento das minhas gestões, ou mesmo desaprovação pelo Tribunal de Contas. Voltei as minhas atividades privadas, todas bem sucedidas, concluímos, eu e minha mulher, a criação dos nossos filhos, todos com formação e encaminhados em suas vidas pessoais e profissionais.

Decidi, como estou mais disponível, voltar para a vida pública, pois acredito que estes espaços devem ser ocupados para o bem comum, com ética e responsabilidade. Cada homem de bem que se omite deixa espaço para pessoas de intenções duvidosas ou mesmo de mau caráter. Quero ser prefeito de Niterói para dar ao município um novo formato de governo, oxigenar e reformular atividades já viciadas por atuação de um mesmo grupo no poder por tanto tempo.

DIZ: O que vem a ser esta nova forma de governar?

Adroaldo: De início pode parecer retórico e eleitoral. Mas, existe uma forma de governar que consiste em aproveitar aquilo que está correto, acrescentando atuações inovadoras e mais eficazes. Por exemplo, a Saúde de Niterói: está funcionando, mas tem muitas carências, precisa de muito mais investimentos em infraestrutura, qualificação profissional, ampliação do quadro de funcionários; tanto na Rede Ambulatorial, Hospitalar como no Médico de Família. Faltam médicos, psicólogos, enfermeiros, nutricionistas, bioquímicos e farmacêuticos. Um hospital como o Carlos Tortelly, embora tenham divulgado que seria criado um centro de imagens, amarga deficiências primárias na refrigeração e nos elevadores. É inconcebível num município com o orçamento bilionário que tem. A Saúde Mental precisa ser contemplada com mais profissionais, desde a gestão, até acompanhantes psiquiátricos. Existem muitas lacunas e muito a ser feito. Existem promessas feitas há muito tempo. Entretanto, não foram cumpridas.

DIZ: Neste quesito saúde, o que pode ser inovador?

Adroaldo: Independente de fazer vultosos investimentos em equipamentos criaremos um Plano de Requalificação Técnico-profissional. Promoverei um Plano de Cargos por mérito profissional. Até hoje, a maioria dos cargos são por indicações políticas; ampliar o sistema de regulação de consultas com suporte tecnológico, eliminando os gargalos no atendimento, tanto no Médico de Família, como no Sistema Hospitalar. Reequipar os postos de saúde e aumentar e qualificar pessoal; ampliar o atendimento médico-preventivo das Escolas Municipais, para toda rede, para desenvolvimento assistido de crianças do 1º grau. Manteremos campanhas sanitárias, acompanhamento de pediatras, oftalmologistas e dentistas nas escolas da rede municipal; a criação de um Programa de Amparo a Saúde do Idoso, com a construção de uma “Vila do Idoso”, para restabelecimento da saúde e inserção familiar do idoso abandonado e carente. Um trabalho de Profissionais de Saúde e Assistência Social. O idoso será acolhido na Vila, receberá tratamento de saúde, psicológico, com atividades de lazer, e preparo para reinserção familiar. Aqueles inteiramente desamparados serão encaminhados para casas de acolhimento permanente. Para os desassistidos de rua, vamos criar um abrigo com atendimento personalizado.

Investiremos maciçamente nos CAPS, incluindo o de Álcool e Drogas, com a contratação de mais profissionais, inclusive abrindo concursos, coisa que neste governo atual é raro. Criaremos um Hospital Veterinário Municipal, com acolhimento e consultas. E fortaleceremos o controle e combate às Zoonoses.

DIZ:E na Educação, dá para inovar?

Adroaldo: A melhor inovação é ter a garantia de vagas para todos, e em regime de tempo integral. Atualmente das 95 escolas municipais apenas três são nesse regime. Escola tem que ser prioridade, incluindo o sistema de Creches, com vagas proporcionais a necessidade. Iremos implementar o ensino básico com noções de filosofia, ética e educação ambiental. Por lei é obrigatório que toda escola mantenha uma biblioteca. Atualmente apenas seis escolas em Niterói, cumprem, e mal, esta lei. Parecem depósitos de livros. Nós promoveremos o gosto pela leitura. Isto é formação e compreensão da cidadania. Temos que governar para todos, mas especialmente para quem mais precisa.

DIZ: E as questões Urbanas?

Adroaldo: Independente da manutenção da cidade, com destaque para CLIN, temos dois problemas mais urgentes. O primeiro é a questão viária. Ninguém aguenta mais este trânsito. Vamos repensar a cidade e a prática de uso das ruas. Urgentemente temos que mudar a cultura de veículos de uso individualizado. Temos insuficiência de ruas para tantos veículos. Faremos obras importantes para escoar o trânsito, como uma via alternativa e paralela às Avenidas Roberto Silveira e Marques de Paraná. Começará no Jardim Icaraí e vai até a Ponte, com ramos para Centro e Zona Norte. Mas, uma obra de grande porte, leva tempo e precisamos de soluções imediatas. Acredito que um sistema de transporte coletivo aprimorado, com modais mais inteligentes, modificará bastante a situação. Fazer grandes obras demanda planejamento e eficiência, para não termos problemas como os acontecidos na Transoceânica.

A situação do transporte urbano em Niterói irá ser revista, com modificações nas linhas e concessões. Temos o km mais bem remunerado do país, e muitíssimo caro para o usuário. Estas tarifas são inaceitáveis. Nossas distancias são curtas e pagamos mais caro por um desgaste mínimo dos ônibus. Isso vai ter que mudar. Fui subsecretário de Transportes do Estado e sei bem como tudo funciona. Comigo não haverá compadrio e concessões de privilégios. A situação está como está por uma tradição de conchavos e desvios de fatores. Por esta razão resultou recentemente na prisão do prefeito e de empresários de transporte. De nada adianta esta cantilena que tudo foi uma grande injustiça. Pode servir de desculpa para os menos informados, mas sou advogado, e posso afirmar que o Ministério Público e a Justiça não mandam prender ninguém por suposições e intuições. Tem que haver indícios comprovados e irrefutáveis. Tanto é que todos viraram réus e o processo judicial prossegue; e inclusive esta semana o prefeito foi alvo de nova denúncia do MP. Se modificarmos esta relação entre os empresários e a prefeitura, quem vai ser beneficiado, e muito, é o munícipe.

O outro problema a ser tratado imediatamente é fazermos uma identificação prévia dos riscos das encostas visando à preservação da integridade das pessoas e seus bens materiais. Um estudo de impacto ambiental imparcial, sem interferências políticas, para a efetiva prevenção do dano. E não permitir, incentivar ou omitir-se em relação a construções habitacionais e outras edificações em áreas de risco. Incluir a Tutela Inibitória Ambiental como instrumento de acesso à Justiça para a preservação do dano.

DIZ: E administrativamente, alguma novidade?

Adroaldo: Uma reforma inevitável que farei, é extinguir 40 secretarias. É inaceitável uma prefeitura como a nossa ter 53 secretarias, com e todo aparato! É muita despesa para contemplar apaniguados e distribuir cargos. Muitas funções são necessárias, mas a dimensão máxima é de uma subsecretaria para suprir a pasta. Outras secretarias incorporarão o necessário. Niterói tem um orçamento de 3 bilhões e 600 milhões. Com este dinheiro usado racionalmente, sem penduricalhos partidários e corrupção, transformaremos Niterói numa das cidades mais seguras, organizadas e aprazíveis do Brasil.

DIZ: E na segurança o que fará?

Adroaldo: Alguns bons programas serão mantidos, como “Niterói Segura”. Vou revisar suas contas, mas o perfil do projeto é útil à cidade. Vou aumentar a Guarda Municipal e qualificá-los com treinamentos; e vou aumentar a sua atuação, inclusive com um plano de cargos e funções dimensionadas.

Vou construir uma casa de amparo e acolhimento para mulheres vítimas de violência doméstica. Será uma espécie de casa de passagem, quando a mulher agredida não tiver para onde ir, inclusive com filhos. A casa acolherá a paciente, monitorada por assistentes sociais, psicólogas, enfermeiras, e assistência jurídica, para dar-lhes a segurança devida. Além da cobertura e encaminhamento social, estaremos prevenindo consequências mais graves como o feminicídio.

DIZ:Existe algo mais que queiras dizer?

Adroaldo:Gostaria de dizer ao povo de Niterói que eu sou a opção da seriedade e equilíbrio. Um gestor comprovadamente responsável e competente. Este cargo será a minha grande missão de vida. Juntos faremos história!

Comigo vai ser diferente! Todos podem confiar!

Rua Cônsul Francisco Cruz, 3 - Centro - Niterói/RJ

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