A Verdade Distorcida em Benefício

A verdade é que depois que começou essa onda do tal “politicamente correto” tudo ficou muito desagradável, para não dizer perigoso. Fora os chatos de carteirinha, com aquela conversinha cheia de clichês, modismos de linguagem, supostamente eruditos, ou ditos engajados, existem também os maus intencionados. Usam e manipulam estas circunstâncias para benefícios próprios e muitas vezes criminosamente.

Quando começam com esses discursos pobres e sacam um “lugar de fala”, linguagem neutra (preocupados em eliminar o binário masculino e feminino), ou censurar um comportamento cultural, uma gentileza como abrir a porta de um carro para uma mulher, que consideram um ato de “superioridade masculina”, devemos interromper a conversa. Aquilo que deveria vir para facilitar, complica, policia e suprime idéias. Existe uma citação do Leo Ganem que diz: “o cuidado excessivo em não ofender o próximo e a facilidade com que as pessoas passam a se sentir ofendidas destruiu debates sobre genética, distorceu livros de história, afetou a moda e a publicidade, e absolutamente enterrou qualquer forma de humor.” Pobre Monteiro Lobato, e a sanha ameaçadora dos revisionistas que querem reescrever a historia, universal e a brasileira, onde as redes sociais tornaram-se tribunais de mil juízes leigos, individualistas e tacanhos.

Nesse andar, muitos estão distorcendo os fatos, criando novas supostas verdades, e utilizando como meio de barganha e de litígio. Embora, analisando bem, pode-se identificar como litigância de má fé, que é crime.

Um caso recente me chamou atenção: num encontro de líderes na Câmara de Vereadores de Niterói, aconteceu um embate entre os vereadores Paulo Eduardo Gomes e Verônica Lima. Ela acusou o vereador de ter “usurpado” uma ideia de sua propriedade, que fora combatida e negada pelo vereador num passado recente. Disse que o projeto do vereador Paulo Eduardo era uma cópia da sua ideia. Quem conhece a vereadora Verônica Lima sabe que ela quando ataca vem com todos os ímpetos. Desde o tom de voz agressivo, aos termos e manejos, são sempre em clara beligerância. Se o opositor tiver qualquer insegurança vai sair correndo. Ela ataca pesado e opressivamente.

Como o vereador Paulo Eduardo é sabidamente uma pessoa correta, de bom caráter e exageradamente exigente, essa acusação de furto de ideia, atingiu o seu emocional muito agudamente. Acuado respondeu: “Quer ser homem, então vou te tratar como homem”. Foi todo seu erro, e nada, além disso. Quando ela sentiu que ele reagiu, fez a defesa que sempre faz: recua, se mostra como vítima, coitadinha, e aí vem apontando a arma de retórica. Diz-se mulher, frágil, negra e lésbica.

Como tão indefesa e perseguida pode continuar?...

O vereador Paulo Eduardo percebendo que foi infeliz na frase, imediatamente se retratou, pediu desculpas e foi até o plenário e publicamente se desculpou. Mas, aí o gancho que ela precisava para virar notícia e vítima já estava na mão. Foi para uma delegacia e prestou queixa. Seria uma acusação de injúria, e possivelmente “lesbofóbica”. Perguntou se ela queria ser tratada como homem; o que insinua uma intenção de emparedá-la quanto a sua orientação sexual. Até aí, compreensível, mas, não bastou. A queixa na delegacia foi de tentativa de agressão física, lesbofobia, e pasmem (reforçada pelo PSOL), de racismo. Não houve qualquer insinuação sequer sobre raça. Essa acusação conveniente está somente na cabeça dela, e no PSOL, naturalmente. Faz-me deduzir que tudo foi tramado, ensaiado e executado, e foi amplamente preparado para mídia. Verônica pretende ser candidata a deputada Federal, numa dobradinha com a deputada estadual Zaidan, mas ainda depende do ex prefeito de Maricá (PT), Quaquá, que continua inelegível. Ele está tentando se livrar da proibição. Se conseguir, a legenda dessa dobradinha vai ser dele. Verônica precisa muito de ruído, confusão, principalmente se mostrar vítima em tudo, inclusive de racismo para continuar na mídia e mostrar para o PT, seu partido, que ela é “viável eleitoralmente”.

Mas, como quem tem o PSOL como partido não precisa de inimigo, Paulo Eduardo foi suspenso por 60 dias do mandato, e publicamente exposto como réu homofóbico, racista e agressivo com mulheres. E ainda tem que fazer “cursinho de reciclagem ideológica”. O seu Partido se solidarizou com a vereadora, debulhando-se em atos de companheirismo ideológico febril, contribuindo para o linchamento moral público do vereador. É a saga do PSOL na desconstrução contra o vereador, como já fez no passado, “perdendo” os documentos dele quando ia se candidatar a deputado Federal. E o pior é que o advogado do Partido perdeu o prazo para recorrer na Justiça Eleitoral. E olha que Paulo Eduardo tem uma imensa e exitosa folha de serviços à comunidade e ao Partido. Imaginem se não tivesse... Esta queixa da Verônica não terá sucesso, e acredito que não haverá sentença condenatória. Mas, isso para ela pouco importa; o seu objetivo foi atingido de forma gloriosa. Acredito que ela o “tirou para dançar e ele foi”.

São por fatos como estes que super dimensiona o conteúdo e só traz beneficio a pseudo vitima que quase sempre tem intenções duvidosas.

Quem quer ver chifres em cabeças de cavalos, é só acreditar. Recentemente, num ensaio geral de uma peça teatral de um curso, a fotógrafa que fazia fotos do evento foi interceptada por um dos atores que lhe disse: “Por que você não está me fotografando?” Ela respondeu que fotografava a todos. Ele insistiu: “Não está me fotografando porque eu sou viado!” E ela muito bem humorada respondeu: “eu nem sabia que você era viado... Nem notei...” Se a diretora do curso não tivesse interferido talvez o caso fosse parar numa delegacia.

Uma elegante e bem vestida senhora negra ao sentar-se num restaurante, arrogantemente e sem explicação, começou a insultar o garçom. A desqualificação foi tão intensa que o humilde rapaz retirou-se sem dizer uma só palavra. Pediu ao colega que atendesse a exigente cliente, visto que ele já não poderia fazê-lo. Ao perceber a troca no atendimento, a mulher em fúria começou a gritar que o garçom foi racista com ela. Não a atendia por ser negra. As pessoas em volta percebendo a louca intenção de levar o garçom para delegacia enquanto ela bradava que crime de racismo é inafiançável, levantaram-se em grupo e contestaram a acusação. Apresentaram-se para acompanhar o garçom e serem testemunhas de defesa. Desarmado o circo, ela recuou e retirou-se dizendo que o restaurante era “pequeno demais” para ela. Se não houvesse a ação das pessoas, hoje certamente esse profissional estaria preso injustamente, cumprindo a cadeia da injuria da moda.

É preciso estar atento e forte. O perigo ronda nos “modismos e falas de inclusão”. Lamentavelmente.