A Veneza do Bumba

Pois é... De novo... Depois que o Morro do Bumba foi pelos ares, numa mistura perversa de gases e descaso público, a municipalidade, ávida de dar uma satisfação política-eleitoral, comprou a garagem de uma empresa de ônibus, e iniciou uma construção a “toque de caixa”. Esqueceram ou não convinha examinar o terreno que estavam tomando posse. Agora, com as obras paradas, esperando o momento eleitoral oportuno para darem andamento aos planos, “descobriram” que por baixo da tal garagem passa um córrego, que as pessoas chamam de rio. Com esta nomenclatura de “rio” faz a coisa parecer pior. Não é exatamente como os opositores do prefeito apregoam. É um córrego, que está sendo manilhado por baixo da construção.

Dizem que na primeira chuva forte teremos um Bumba de cabeça para baixo, com a força das águas vindo de baixo para cima. Pode ser, embora seja pouco provável. Também não vamos exagerar em nome  da “politicagem”. Água é água e pedra é pedra. Não se pode dar uma dimensão falsa só porque tem muita gente “querendo comer o fígado” de Jorge Roberto Silveira.

Estão manihando um pedaço de água corrente. Este é o fato. O que se precisa saber é se está dentro dos padrões corretos, que impacto causa e que efeitos poderá trazer.

Por enquanto é pura poesia torta. Uma Veneza popular, que já nasce sob o estigma do risco e castigo para quem teve a desventura de ter nascido pobre.

Rua Cônsul Francisco Cruz, 3 - Centro - Niterói/RJ

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