A Nossa Face-Sanidade-Book

É Impossível não falarmos aqui sobre uma notícia bem comentada essa semana na internet (e sobre a internet, mais precisamente sobre o Facebook). Psicólogos afirmam que ‘não estar no Facebook pode ser um sinal de perturbação mental’. Desde o início dessa febre de redes sociais, aqui no Brasil muito por conta do Orkut, houve uma inundação de usuários da internet nesses espaços de compartilhamento de informações e intimidades, mas nada comparável ao sucesso do Facebook. São mais de 950 milhões de perfis registrados, claro que tem uma porcentagem inativa - que não chega a 10% - , o que ainda soma gente pra caramba num lugar que, se fosse um país, seria o 4º maior do mundo. E como estar nesse mundo aqui e não naquele? Pois bem... Alguns acham que a ausência de uma pessoa no Facebook torna essa pessoa estranha nos dias de hoje.

A revista alemã Der Taggspiegel chegou a traçar uma relação entre os assassinatos em massa cometidos pelo americano James Holmes (do massacre no cinema do mês passado) e o norueguês Anders Behring Breivik (terrorista responsável por ataques em 2011), constatando que nenhum dos dois tinha perfil no Facebook. Ainda nessa revista, o psicólogo Christopher Moeller defendeu que o Facebook se tornou um atestado de sanidade, porque mostra que as pessoas têm relações sociais saudáveis. Além desse tipo de relação junto à rede social, outro indício de ser “normal” por estar nela vem da cautela de algumas empresas americanas na hora de contratar candidatos que não tenham perfil na rede, como noticiou a revista Forbes, com a ressalva sobre uma vida possivelmente mais complicada desses que preferiram ficar de fora dessa sociedade e por isso teriam menos chance de dar certo nos empregos. Será que é isso mesmo? Quantas notícias vimos sobre comunidades do Orkut que incitavam a violência? Quantos comentários maldosos e racistas tivemos acesso no próprio Facebook? Enfim, hoje aqui não fica dica de sites, mas fica a dica para os que estão dentro ou fora do Facebook. Mais importante que participar de uma rede social, mesmo que tenha as proporções mundiais dessa, é ser sincero dentro e fora dela. Não adianta inundar a timeline com comentários pretensiosos, catequizadores ou fúteis... Se não tiver nada de relevante pra falar, não poste e não comente... Não adianta termos uma ferramenta de comunicação e informação tão interessante nas mãos, se começamos a julgar como insanos os que não se utilizam dela. Esse tipo de julgamento só reforça a provável sensação que os que estão de fora devem ter dessa rede... Aí, só tem doido e exibicionista...

Ótimo finde!

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