A Necessária Alternância de Poder

Quanto tempo deve ficar um político num cargo público? No Brasil parece que eles entendem que é para sempre, tornando o mandato (que se refere a um tempo específico) em algo perene. O pior disso tudo são os mecanismos inventados pelos políticos para se perpetuarem nos cargos, ainda que seja de forma indireta, elegendo alguém da sua confiança, quando não é um submisso subalterno. Atualmente os cargos executivos, prefeitos, governadores e presidentes, só são permitidos uma reeleição. Ou seja: no caso dos prefeitos que estamos a eleger brevemente podem ficar no cargo até oito anos, sendo permitida a sua reeleição após o transcurso de um mandato seguinte.

Vamos tomar como base o município de Niterói, que o atual prefeito Rodrigo Neves já foi eleito duas vezes (vai completar oito anos) e agora a todo custo tenta eleger o seu substituto. Não pretendemos fazer juízo de valor quanto à personalidade do candidato Axel Grael, escolhido como sucessor, que em caso de vitória ficaria mais quatro anos. O que queremos discutir e sugerir ao eleitor é uma analise critica da atual situação.

O Rodrigo Neves é um político “profissional”. O classificamos assim por uma razão simples. Nunca fez nada na vida a não ser política, desde os tempos de estudante na UNE. Já foi vereador, deputado Estadual, secretário de governo e prefeito. Naturalmente o seu sonho é tornar-se governador, embora a sua situação atual não seja propicia, pois enfrenta um processo judicial por corrupção e outros desdobramentos em outros processos. Ele não é mais o candidato, embora para os mais desavisados assim faça parecer, como a sua gestão fosse um legado ou dinastia e tenta a todo custo impor um candidato, que com todo respeito não reúne as mesmas habilidades do seu mentor e comandante. Axel Grael tem perfil de um burocrata, aquele que obedece a comandos. Daí a comandar existe larga distancia.

Qualquer situação de vida demanda oxigenação, com mudanças de comando que transformam as relações viciadas pela banalização dos costumes e da trivialidade. Até nas sociedades comerciais, empresas, casamentos, agremiações esportivas, até mesmo sindicatos e partidos políticos, as mudanças gerenciais e dos atores geram avanços e equilíbrio entre forças opostas que contribuem para o progresso de qualquer ente, seja privado ou público. Toda administração, mesmo as mais bem sucedidas, tendem a criar vícios e a máquina vai lentificando pela banalização natural dos atores de comando.

No caso dessa administração do Rodrigo Neves, embora ele procure esconder e negar de todas as formas tem um DNA do Partido dos Trabalhadores que consideram qualquer entidade governamental como um mero meio de compensações financeiras, de auto-sustentação e forma de manutenção do status e poder. O modelo petista não vem para somar e sim “expropriar” (como eles dizem) o que consideram que a sociedade tirou deles. Um modelo de vagabundagem justificada. Consiste em ocupar o maior número de cargos públicos, ainda que não trabalhem e façam jus ao soldo, criando meios de sobrevivência para sua “militância”. É uma forma de formar blocos de poder e de desvios de valores para agremiações aliadas, repartindo o dinheiro público como se fosse propriedade deles. E vêem qualquer critica como ameaça e alguns casos chegam a liquidar moralmente os adversários, ou em casos mais severos, mandam matar, como foi o caso do prefeito de Santo Andre, brutalmente assassinado, do Toninho do PT, prefeito de Campinas, que até hoje está sem solução.

Rodrigo Neves é cria de José Dirceu, e enquanto Lula tinha poder se beneficiou o quanto pode. Ele é uma espécie de mutante conveniente. Se estiver no poder ele se agrupa, se cai em desgraça ele nega a proximidade e minimiza as relações. Ele, além da manutenção do poder, necessita imperiosamente ser substituído por um aliado subalterno, que não irá investigar as suas contas e ações. Definitivamente, este governo que aparelhou e distribuiu milhares de cargos com os companheiros e aliados que cooptou, não resiste a uma auditoria da suas contas. Daí se explica os exageros financeiros empregados na campanha do Axel Grael. É uma situação muito desigual e até mesmo digna de intervenção do MP e da Justiça Eleitoral. Usam os funcionários da prefeitura e os milhares de cargos comissionados como vassalos eleitorais.


Chegou a hora da cidade tomar novos rumos e aproveitar a riqueza que possui. São bilhões à disposição do município, que com esta quantidade de recursos não deveria ter uma criança fora da escola, uma mãe trabalhadora sem uma creche para cuidar dos seus filhos. Niterói já chegou a ter um modelo de saúde quase perfeito, durante o governo de Jorge Roberto Silveira, sob o comando de Gilson Cantarino. Este governo se tivesse ao menos conservado o que havia já seria de grande valia. Mas, por politicagem e disputas de poder a saúde regrediu, embora ainda seja eficiente na atenção básica, herança do governo passado. Mas, tem dificuldades graves quando o assunto é encaminhamento para especialistas e internações. Com o dinheiro que se dispõe não deveria passar dificuldades simples como falta de remédios e insumos na Rede Hospitalar e nos Postos de Saúde. A mobilidade na cidade é muito ruim e os empresários de transporte coletivos mandam e desmandam no setor e a fraqueza da prefeitura é evidente. Submissão é a tônica. Se assim não fosse teriam tomado providências, Com a pandemia a situação piorou muito, Metade da frota está fora de uso. Com que cara o prefeito vai encarar seus “sócios” e companheiros de cadeia?

A solução é um novo gestor. Temos bons candidatos e qualquer um deles merece o seu voto. O Flavio Serafini é uma pessoa integra e competente. A Juliana Benicio, estreante faz uma campanha belíssima, tem cultura e saber, embora com pouca experiência, o Deuler da Rocha desponta como uma nova liderança no seu seguimento, e pronto para assumir o cargo está Felipe Peixoto, experiente, muito preparado, conhece a cidade e seus problemas com ninguém e é sério e dedicado a causa. Vai fazer esses bilhões de Niterói aparecer em realizações. Ele ainda tem uma vantagem que é o seu vice o vereador Bruno Lessa, tão preparado e líder como Felipe. É uma chapa que tem dois prefeitos, unidos pela causa e prontos para assumir esta cidade. O Voto da Renovação esta na chapa 55.