A Lei da Impunidade

Impunidade. É a palavra que semeia nossas mentes nestes tempos em que passamos os oito anos do último governo aprendendo lições equivocas vindo “de cima”, nas quais “roubar pouquinho até pode...”.

Foi com este espírito de porco, totalmente antidemocrático, e pautado na deseducação e falta de dever público é que criamos a aplicação imediata da famosa impunidade.

É fácil entrar para o clube. Roubam um pouquinho enquanto estão em cargo público de confiança, e quando os elegemos deputados, pronto, ficam imunes de processos judiciais, seja na esfera cível ou criminal.

Significa, livres para roubar, com o apoio cego da sociedade treinada a aceitar o “rouba-mas-faz”, eles trabalham para que outros colegas tomem de assalto a Câmara, Senado, Assembléias e etc, formando verdadeiras quadrilhas, pois incluem seus “empregados” nos ministérios para roubar dinheiro público. Mais nada.

O caso do Dnit foi um dos milhares não resolvidos. O problema é que algum “aloprado” não tapou os buracos, não asfaltou aquela estrada, não duplicou aquela outra, deixou viadutos e pontes ruírem, permitiu a construção de estradas que nem no Afeganistão seria elogiado. Isso chamou a atenção por muitos anos. E o povo somente pagando impostos e tendo que trocar pneus e enterrar vítimas do roubo desleixado.

Espero mesmo que a Dilma consiga peitar esses moleques. Mas, como se sabe, faltam leis rígidas e eles alegam que “os feitos” são da época da campanha presidencial, colocando tudo no mesmo saco. Complicou...

Enquanto no sisudo e antidemocrático regime chinês, quem é corrupto perde a vida, por aqui não há leis que possam prender os danados imediatamente.

Os ladrões do dinheiro público, mesmo pegos com a mão na massa, desafiam os homens de bem e continuam circulando pelas repartições públicas fechando “negócios” que mais se assemelham a ações mafiosas, entrando com recursos no judiciário, festejando mais um Agravo, mais um habeas corpus e por aí se vai a nossa impunidade.

A impunidade é uma lei em nosso país. Isso porque será um desafio muito grande fazer com que os deputados votem leis mais duras para os corruptos. Por que será???

Por que não modificar o Código Penal, aproveitando a onda de faxina da Dilma no Dnit? Para crimes graves (incluindo os de trânsito), poderíamos não mais permitir responder em liberdade.

Juízes, desembargadores, ministros, governadores, prefeitos, deputados, vereadores, delegados de polícia, promotores de justiça, defensores públicos, incluindo todos os ministros dos Tribunais Superiores e CNJ, e etc. jamais poderiam responder processos em liberdade e, muito menos, jamais poderiam ganhar como “condenação” a polpuda aposentadoria, como vem ocorrendo. Chega! Não podemos mais assistir aos corruptos sendo aposentados com os fartos salários, voltando para casa com um sorriso no rosto, do tipo “fui injustiçado, mas cumpri o meu dever de ladrão”.

Por fim, o meu sonho mais plausível mesmo seria a questão dos concursos públicos para juízes e demais integrantes da classe do Judiciário. Estes deveriam ser “federalizados”, um único por ano, para todos os estados, para advogados que realmente tenham militado com processos no currículo, no formato múltipla escolha e sem a famosa prova oral, onde dizem ser lá onde ocorre o efeito de inteligência advinda do “DNA”.

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