A Esquina do Pecado

Fui com minha mulher e minha filha ao Banco Itaú, na Avenida Amaral Peixoto, esquina de Barão do Amazonas. Ao sair paramos na porta do banco para combinarmos os movimentos seguintes. Percebemos que estávamos rodeados de “meninas ganhadeiras”. Até aí, é a profissão mais antiga do mundo, que se instalou naquela esquina quando o grande bordel do Edifício da Caixa Econômica foi fechado. Notamos que tem para todo gosto, inclusive aqueles inacreditáveis, pois duvidamos que exista alguém que pague para ter um “relacionamento” com figuras tão bizarras e no mínimo extravagantes. Sem pagar já acho difícil, que dirá com ônus embutidos. Tem umas melhorezinhas, mas com aquele perfume que espanta até mosquito, inviabiliza qualquer hipótese.

O mais curioso é que é perigoso parar ali pelos diversos homens que passam. Uns passam com olhares de cliente. Miravam minha filha como se fosse um ET numa festinha de família. Outros faziam cara de interrogações, como se dissessem: o que é que esta gente está fazendo aí? E temos olhares indignados. Talvez estivéssemos impedindo negociações de programas, pois coincidiam com os olhares das quase nos meninas de ganho que quase nos expulsavam. Resolvemos bater retirada. Primeiro, negócios são negócios e não devemos atrapalhar. E segundo, poderíamos ser confundidos e ter que dar um “chega pra lá” em alguém”. A rua é pública, mas as meninas são as donas do pedaço. E, em casa que não tem comando o primeiro que acredita que pode acabar ficando.

Rua Cônsul Francisco Cruz, 3 - Centro - Niterói/RJ

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